20/01/2026

Flor do Samba: Lançamento oficial do samba-enredo 2026 é prestigiado pela comunidade, lideranças e imprensa

A Flor do Samba realizou o lançamento oficial do samba-enredo 2026, na última sexta-feira (28), na Praça da Flor do Samba, no Desterro. O evento foi prestigiado pela comunidade, lideranças políticas, convidados, artistas e profissionais da imprensa e marcou o início público do percurso artístico da escola rumo ao próximo carnaval. O editor do blog fez questão de participar da agenda cultural e registrar. Na foto com André Campos e esposa, amigos e admiradores do universo carnavalesco, conhecemos o trabalho produzida pela Flor do Samba, que se diferencia pela profundidade estética, pela ousadia política e pela força simbólica.

A noite foi marcada pela união de três grandes potências culturais, GDAM, Favela do Samba e Kambalacho Show, em uma celebração aberta ao público, que reforçou a posição da Flor do Samba como um dos centros de articulação criativa da cidade. No mesmo dia, a escola também lançou o videoclipe oficial do samba, que integra a estratégia de divulgação do temae amplia seu alcance para além dos limites do bairro e da avenida.

Enredo – O espetáculo contou com o samba composto pelas potências cariocas e foi concebido e produzido por Vitória Dias, Guga Martins, Tay Coelho e Ailson Picanço, estes mesmos compositores do atual samba da Grande Rio. A densidade conceitual do enredo “Entre o Ventre e a Flor: Mulheres, Mitos e Deusas”, uma narrativa que não se limita à estética carna
valesca, mas atua como posicionamento político e reflexão social.

Trata-se de um enredo que desmonta leituras tradicionais e convoca o público a enxergar a história humana sob outra perspectiva: a do feminino enquanto força criadora, matriz civilizatória, potência espiritual e agente revolucionário. A sinopse tem uma linguagem literária, crítica e abertamente confrontadora, reorganiza mitos, reposiciona figuras históricas e devolve centralidade às mulheres que foram sistematicamente silenciadas ao longo dos séculos.

A Flor do Samba assume, assim, a responsabilidade de apresentar um enredo que dialoga diretamente com debates contemporâneos sobre poder, corpo, liberdade e memória. Não se trata apenas de uma homenagem, mas de um gesto político claro: afirmar que o carnaval é também espaço de disputa simbólica e de reescrita da história.