Dos 3 treinadores que conduziram a equipe na Série B, Saldanha tem o pior rendimento, com 25% de aproveitamento; Flávio Araújo tem a melhor campanha.
07/11/2014
Foto: De Jesus
Vinícius Saldanha tem 25% de aproveitamento
Vinícius Saldanha tem o pior rendimento entre os três treinadores que o Sampaio Corrêa teve na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro nesta temporada. Em que pese ter comandado o Tricolor em apenas quatro partidas, seu aproveitamento é pífio. Os melhores resultados foram de Flávio Araújo. Como ponto positivo, Lisca, que foi o segundo treinador, deixou o Sampaio sem ter perdido nenhuma partida em casa. Flávio Araújo perdeu uma – 2 x 0 para o Paraná, na primeira rodada, e Vinícius Saldanha uma –
2 x 0 para o Joinville.
Nos 12 primeiros jogos, o time boliviano foi dirigido por Flávio Araújo. Nas 12 partidas subsequentes, a equipe teve o comando de Lisca “Doido”, que acabou substituído por Vinícius Saldanha, que comandou o Tubarão nos últimos quatro duelos.
Dos três treinadores, o mais eficiente foi Flávio Araújo, que subiu o Sampaio da Série D para a Série C e da Série C para a Série B. Com o cearense, que foi dispensado logo depois de derrotar o Bragantino (SP), por 1 x 0, em Bragança Paulista, na 12ª rodada, o Sampaio disputou 36 pontos, dos quais faturou 19 e perdeu 17. Teve um aproveitamento de 52.7%.
O gaúcho Lisca assumiu o Sampaio na 13ª rodada, estreando com vitória de 2 x 0 sobre o Vila Nova (GO), em São Luís. Nos 18 jogos de Lisca, o Sampaio disputou 54 pontos. Desses, faturou 25 pontos e perdeu 29. Seu aproveitamento foi de 46.2%.
Lisca foi substituído pelo maranhense Vinícius Saldanha logo que terminou o jogo com o Náutico, no qual o Sampaio empatou por 1 x 1, no Estádio Castelão, pela 31ª rodada do torneio. Na estreia, Saldanha derrotou o Bragantino por 3 x 0. Sob seu comando, o Sampaio disputou 12 pontos, faturou apenas três e tem o pior aproveitamento – apenas 25%.
Números – Com Flávio Araújo, o Sampaio realizou 12 jogos. Obteve quatro vitórias, sendo duas em casa e duas fora, quatro empates (três em casa e um fora) e quatro derrotas (uma em casa e três fora).
Já com Lisca, o Sampaio jogou 18 partidas. Ele venceu cinco (três em casa e duas fora), empatou cinco (uma em casa e quatro fora), e teve três derrotas, todas fora de casa. E, por último, com Vinícius Saldanha os números são inexpressivos. Nos quatro jogos, venceu apenas um (em casa) e perdeu três, sendo um em casa e dois fora.
Sob o comando de Vinícius, o Tricolor não repetiu os mesmos resultados com equipes que venceu no 1º turno: o Vila Nova por 2 x 0 (com Lisca), empatou com a Ponte Preta por 3 x 3 (com Lisca) e perdeu por 3 x 1 para o Joinville (com Lisca). Contra o Bragantino, o Sampaio venceu por 1 x 0 (com Flávio Araújo). E diante do time de Bragança (SP) aconteceu a única vitória de Saldanha.
Sampaio inicia “limpeza” na “geladeira” com dispensa
Um dia depois da reportagem publicada em O Estado sobre excesso de atletas encostados no Sampaio, o site do clube confirmou a dispensa de um dos jogadores que fazia parte da lista dos não aproveitados. “Jonas Maia jogou poucos minutos com a camisa do Sampaio e não vinha sendo aproveitado nas últimas partidas. A saída do meia já faz parte do início de reformulação do elenco Tricolor para a temporada 2015”, dizia a nota.
O jogador teria entrado em acordo com a diretoria e acertou sua saída do clube, contrariando a declaração do presidente do Tricolor, Sérgio Frota, que disse à reportagem de O Estado que não demitiria ninguém até o fim da participação do Sampaio na Série B. “Não vai sair ninguém. Ainda não estou pensando na próxima temporada. Vou esperar acabar a Série B para depois pensar em 2015”, disse o dirigente.
A tendência é que jogadores que estão na “geladeira” e não tem contrato longo com o clube deixem o Parque José Carlos Macieira nos próximos dias. “Assim que tiver dinheiro, vou liberar quem não está nos nossos planos para 2015”, afirmou o presidente ontem.
Com base no valor real da folha de pagamento do Sampaio, confirmada pelo próprio presidente, os cerca de 14 jogadores que não vêm sendo aproveitados custam algo em torno de R$ 165 mil, valor mais que suficiente para pagar o todo time titular.
O valor que poderia ser economizado com o pagamento dos jogadores que estão encostados poderia até ajudar o clube a colocar suas contas em dia. “Os salários estão atrasados, sim, mas isso não é uma prerrogativa do Sampaio Corrêa. Acontece que as rendas tiveram uma queda nos últimos jogos, devido aos maus resultados, e isso prejudicou um pouco o planejamento. Mas eu sempre honrei todos os meus compromissos. Não será dessa vez que deixarei de fazê-lo”, declarou Sérgio Frota
A tendência é que o dirigente faça dinheiro com os jogadores que são sonho de consumo de muitos clubes da Série A: os volantes Uillian Corrêa, Jonas e Eloir. Jonas ele já até tentou adiantar a venda com um empresário paulista, mas o mesmo não pagou o que havia prometido e negócio foi desfeito.

