02/09/2026

O Conto do Vigário de Ribamar:

Herbert de Jesus Santos (jornalista, escritor maranhense e devoto)

O  padre que acabou com a festa religiosa mais popular do Maranhão, por cismar com a lua cheia de setembro convidando todo o Brasil. O padre paraense, Cláudio Roberto, acabou com Festa de Ribamar, a maior do Maranhão, cultural e religiosa, sempre novena (nove noites de reza), encerrando na lua cheia, que era o convite para o Brasil inteiro vir ver uma das maiores celebrações do Nordeste.

Esse padre fez tanta besteira (que não faria na terra dele com o Círio de Nazaré, se proibisse, na ocasião, os embalos do brega em Belém/PA), inventando a missa campal antes da procissão, no Domingo da Festa, desmantelando uma tradição bissecular, e voltou atrás por que centenas de devotos reclamaram e eu fui tomar satisfação com ele, após uma missa dominical, na igreja-matriz, em 2016, quando ganhei o honroso Título de Cidadão Ribamarense.

Sem-cerimônia, ele impôs um mês de festejo cansativo, terminando tudo logo após a procissão, enquanto havia na segunda-feira A Missa do Romeiro, e prejudicando mais as vendas de carás e batatas doces trazidos da Região do Munim, e objetos de cerâmica de Rosário, os bailes de seresta, e os milhares de romeiros de todo o Brasil nunca mais apareceram! Criticado na Praça da Tesoura —-

Frequentemente, ele é criticado na Praça Nicolau Sodré ou do Cemitério, a popularizada Praça da Tesoura, por destruir um patrimônio cultural e religioso tão importante e que sacerdotes estrangeiros como Padre Lino Roefls (holandês) e Xavier(francês) incentivavam na manutenção do formato original. Cada ano, em setembro, floresce a certeza, entre ribamarenses mais velhos, de que A Festa de Ribamar voltará ao seu esplendor de outrora com a saída do intolerante e prepotente padre Cláudio Roberto.

Esperamos, com a Proteção de São José, que seja o último setembro dele pároco.Assim, faremos A Festa de Ribamar a ser como decantada nos baiões de Jackson do Pandeiro (paraibano), de Ary Lobo (pernambucano) e Lopes Bogéa (maranhense): com novena, com o movimento festivo seguindo depois da procissão, em mais dois dias, sempre na lua cheia, com milhares de visitantes convidados.

(a)Herbert de Jesus Santos (jornalista, escritor maranhense e devoto). 🙏🫶