O Centro Cultural Vale Maranhão – CCVM realiza nesta quarta (21) e na quinta (22), o I Seminário de Arte, Educação e Cultura: Práticas Coletivas – Criação, Subjetividade e Resistência. O encontro pretende fomentar a partilha de experiências e a produção do pensamento crítico acerca da Arte, Educação e Cultura, no campo do fazer coletivo, evidenciando sua potência enquanto instância educativa fundamental na formação do ser social. O que as experiências coletivas de grupos, tradicionais ou não, podem nos revelar sobre as dinâmicas dos afetos na restauração do sujeito consigo e com o outro? Para que outros horizontes, essas práticas colaborativas podem nos direcionar? São possíveis novas alternativas para as relações sociais? Estas e mais perguntas serão respondidas durante as conversas.
Organizado em duas rodas de conversa, o Seminário terá a participação de convidados que atuam e transitam no campo Arte-Educação-Cultura, cujas experiências coletivas, quer nas organizações sociais em que desenvolvem seus trabalhos, quer no meio acadêmico onde lecionam, vêm se destacando em nossa sociedade como propostas de coletividade, de criação e de resistência.No dia 21, das 19h às 21h, acontece a Roda de Conversa 1 – Espaços de Restauração e Reinvenção dos Sujeitos, onde os convidados falarão, sob o prisma da experiência, sobre a importância da colaboração como ética social e a urgência desses valores para a formação cidadã.
Participam da Roda, o designer e professor pernambucano, Gustavo Silvestre, idealizado do projeto Ponto Firme (SP), que ensina o crochê voluntariamente na penitenciária masculina Adriano Marrey, desde 2015. Inserindo a técnica no campo da experimentação, o projeto cria transformação social e possibilita a ampliação do sujeito por meio da criação e do fazer manual coletivo; a artista plástica, Mônica Nador, que em 2004, criou o Jardim Miriam Arte Clube – JAMAC, espaço cultural localizado na periferia da cidade de São Paulo, que atua na intersecção de arte e formação para a cidadania, oferecendo oficinas gratuitas de estêncil, serigrafia e cinema; e a pedagoga baiana, Jamira Muniz, coordenadora do Espaço Cultural Alagados, criado em 1989, na Península de Itapagipe (BA), por artistas e articuladores culturais da localidade e é o único equipamento cultural público de toda a Península de Itapagipe, que inclui dez bairros de Salvador.
A programação segue no dia 22, de 19h às 21h, com a Roda de Conversa 2: Tradição e Coletividade: O Terreiro como Espaço de Experiências e Resistências, que abordará a importância do espaço dos terreiros de mina, candomblé, capoeira, dos jongos, dos bumba boi e de toda experiência coletiva popular na construção de conhecimentos. Os convidados irão discutir sobre estas produções historicamente marginalizadas pelas noções estruturais de poder, mas que sempre se afirmaram na urgência das possibilidades. O escritor e pedagogo, professor da UERJ (RJ), que propõe uma pedagogia alternativa aos saberes postos como universais e a educação como caminho de reconstrução dos seres, a partir de sabedorias e viveres afro-brasileiros, como a capoeira, a umbanda, o candomblé é um dos convidados desta Roda, que conta também com o filósofo e professor de Filosofia Africana, Bioética e Direitos Humanos na UNB (DF),
Wanderson Flor, que irá discutir a chamada “cultura de festa”, encontrada nos terreiros e que articula a dimensão da resistência, da criação, da comunitarização, além de ser um dos elementos formativos das comunidades; e, representando o Maranhão, a presidente de um dos grupos mais antigos de Bumba meu Boi do Maranhão, Nadir Cruz, que há mais de quarenta anos desenvolve cultura coletivamente, capacitando, preparando profissionais e contribuindo para a formar cidadãos, no bairro da Liberdade/Floresta, quilombo urbano de São Luís (MA), onde fica a sede do seu grupo e o Ponto de Cultura, que guarda e transmite sabedoria e ofícios tradicionais do Bumba meu Boi, sotaque da Baixada, além de estimular a leitura e a inclusão digital.
As inscrições são gratuitas. Os interessados em participar, devem enviar nome completo, telefone e nome da mesa que deseja participar, para contato@ccv-ma.org.br. O Seminário será transmitido pela Plataforma Zoom.
PROGRAMAÇÃO
21/10
19h às 21h
Roda de Conversa 1 – Espaços de Restauração e Reinvenção dos Sujeitos
Nesta Roda, os convidados falarão, sob o prisma da experiência, sobre a importância da colaboração como ética social e a urgência desses valores para a nossa formação cidadã
Convidados: Gustavo Silvestre – Designer, Artesão, Professor e idealizador do projeto Ponto Firme (SP)[
Mônica Nador – Artista Plástica e idealizadora do projeto JAMAC (Jardim Miriam Arte Clube (SP)
Jamira Muniz – Pedagoga, Professora e idealizadora da Escola Comunitária Luiza Mahim e do projeto REPROTAI (BA)
22/10
19 às 21h
Roda de Conversa 2 – Tradição e Coletividade: O Terreiro como Espaço de Experiências e Resistências
Referência ao espaço dos terreiros de mina, candomblé, capoeira, dos jongos, dos bumba boi e de toda experiência coletiva popular, nesta Roda se discutirá as produções historicamente marginalizadas pelas noções estruturais de poder, mas que sempre se afirmaram na urgência das possibilidades.
Convidados: Luiz Rufino – Escritor, Pedagogo e Professor da UERJ (RJ)
Nadir Cruz – Gestora Cultural, Turismóloga, Conselheira Municipal de Cultura de São Luís, Índia e Presidente do Boi da Floresta (MA)
Wanderson Flor – Filósofo e Professor de Filosofia Africana, Bioética e Direitos Humanos na UNB (DF)
CONVIDADOS
Gustavo Silvestre – Designer, Artesão, Professor e Pós-Graduado em Artes Manuais para a Educação. É idealizador do Projeto Ponto Firme, que ensina o crochê voluntariamente na penitenciária masculina Adriano Marrey, em São Paulo, desde 2015. Inserindo a técnica no campo da experimentação, o projeto cria transformação social e possibilita a ampliação do sujeito por meio da criação e do fazer manual coletivo. Os trabalhos desenvolvidos pelo projeto já foram expostos em Nova York, SP-Arte, Pinacoteca do Estado de São Paulo e são desfilados regularmente na São Paulo Fashion Week, maior evento de moda do Brasil.
Mônica Nador – A Artista Plástica Mônica Nador é fundadora do Jardim Miriam Arte Clube (JAMAC), um espaço cultural criado em 2004, localizado na periferia da cidade de São Paulo para onde se mudou e vive até hoje. O JAMAC atua na intersecção de arte e formação para a cidadania, oferecendo oficinas gratuitas de estêncil, serigrafia e cinema para o público em geral. Diversidade, inclusão, direito à cidade e à memória são a base de trabalho do JAMAC, que realiza atividades junto à comunidades em todo o Brasil e no exterior.
Jamira Muniz – Educadora Social, com especialização em gestão do Terceiro Setor, Jamira Muniz foi coordenadora pedagógica da Escola Comunitária Luiza Mahin e atuou na gestão pedagógica da REPROTAI – Rede de Protagonista em Ação de Itapagipe, ambos em Salvador – BA. Atualmente, é coordenadora do Espaço Cultural Alagados, criado em 1989, na Península de Itapagipe (BA), por artistas e articuladores culturais da localidade para atender suas demandas de apresentações, ensaios e mobilização cultural. O espaço é o único equipamento cultural público de toda a Península de Itapagipe, que inclui dez bairros de Salvador.
Luiz Rufino – Escritor, Pedagogo e Professor da UERJ-RJ, é autor de cinco livros e de diversos artigos publicados em revistas e jornais sobre culturas brasileiras, educação, religiosidades, diáspora africana, filosofias e crítica ao colonialismo. Luiz Rufino propõe uma pedagogia alternativa aos saberes postos como universais e a educação como caminho de reconstrução dos seres, a partir de sabedorias e viveres afro-brasileiros, como a capoeira, a umbanda, o candomblé. A Pedagogia das Encruzilhadas, título de seu último livro, é o “balaio conceitual” criado por Rufino e sobre o qual falará no encontro. O autor abordará conceitos que operam no campo do conhecimento, educação, ética e cultura, comunicando outras possibilidades de entendimento e problematização dos acontecimentos e do mundo.
Nadir Cruz – Gestora Cultural, Turismóloga, Conselheira Municipal de Cultura de São Luís, é também Índia e Presidente do Boi da Floresta, um dos grupos mais antigos de Bumba meu Boi do Maranhão. Nadir pensa a cultura de forma coletiva, com o objetivo de capacitar, preparar profissionais e contribuir para a formação de cidadãos. Localizado no bairro da Liberdade, quilombo urbano de São Luís (MA), o Ponto de Cultura no barracão do Boi da Floresta guarda e transmite sabedoria e ofícios tradicionais do Bumba meu Boi, sotaque da Baixada, além de estimular a leitura e a inclusão digital. Com as atividades de formação e apresentações temporariamente suspensas durante o isolamento social, as ações sociais do grupo continuam com a distribuição de alimentos e de máscaras para a prevenção de contaminação do COVID-19 para a comunidade.
Wanderson Flor – Filósofo e Professor de Filosofia Africana, Bioética e Direitos Humanos na Universidade de Brasília (UnB), membro no Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UnB (NEAB/UnB) e do Núcleo de Estudos de Filosofia Africana “Exu do Absurdo” (NEFA/UnB). É autor de diversas publicações, entre elas, Entre Apostas e Heranças: Contornos Africanos e Afro-brasileiros na Educação e no Ensino de Filosofia no Brasil (NEFI, 2020), seu mais recente livro e disponível para download gratuito. O professor irá discutir a chamada “cultura de festa”, encontrada nos terreiros e que articula a dimensão da resistência, da criação, da comunitarização, além de ser um dos elementos formativos das comunidades.
Serviço
O quê: I Seminário de Arte, Educação e Cultura: Práticas Coletivas – Criação, Subjetividade e Resistência
Onde: Plataforma Zoom – Inscrições gratuitas pelo e-mail: contato@ccv-ma.org.br. Número de Vagas: 90
Telefone: (98) 98141 3859/ (98) 98479 9061
Sobre o Centro Cultural Vale Maranhão
O Centro Cultural Vale Maranhão é um espaço cultural mantido pela Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com o objetivo de contribuir na democratização do acesso à cultura e valorização das mais diversas manifestações e expressões artísticas da região.

