O presidente Jair Bolsonaro (PL) embarcou, na tarde desta sexta-feira (30/12), rumo aos Estados Unidos, onde passará por um “período sabático”, ficando longe dos holofotes.
Bolsonaro, que deixa o comando do Palácio do Planalto neste sábado (31/12), viaja no Airbus 319 da Força Aérea Brasileira (FAB), acompanhado de diversos auxiliares que já foram nomeados para serem seus assessores quando virar ex-presidente
O voo direto que levará Bolsonaro para os Estados Unidos decolou às 14h02 e tem previsão de pousar no aeroporto de Orlando pouco antes das 20h, no horário local (21h, no horário de Brasília).
O futuro ex-presidente deixou o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, em carros descaracterizados, sem chamar a atenção da imprensa e de apoiadores que estavam no local.
Viagem após pronunciamento
O embarque rumo a América do Norte ocorreu horas após o presidente realizar sua última live do mandato. Na transmissão desta sexta, que durou 52 minutos, Bolsonaro disse que não deixará de fazer oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que assume seu terceiro mandato à frente da Presidência da República em 1º de janeiro.
Após dois meses sem realizar as tradicionais lives semanais e com a agenda reclusa, Bolsonaro fez uma transmissão nas redes para fazer um balanço de sua gestão. Desde que foi derrotado nas eleições deste ano, ele adotou uma agenda reclusa, com poucos compromissos oficiais e raras aparições públicas.
Fora do poder
Nesta semana, Jair Bolsonaro definiu a equipe que vai acompanhá-lo assim que ele deixar o comando do Palácio do Planalto, a partir de 1º de janeiro de 2023. O Diário Oficial da União (DOU) trouxe o nome de oito auxiliares que irão assessorar Bolsonaro.
Pela primeira vez em 34 anos, o atual presidente não terá um cargo político. Para além dos benefícios do cargo que ocupou e da aposentadoria a que tem direito pela Câmara dos Deputados, ele deve assumir o posto de líder da direita para as próximas eleições. O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, acertou que o partido bancará as despesas de Bolsonaro a partir de 2023, que será convidado para ser presidente de honra da sigla.
Na condição de ex-presidente da República, Bolsonaro tem direito de nomear até oito assessores, que serão remunerados com salários que podem chegar a R$ 13,6 mil e terão despesas com passagens aéreas e diárias de viagens pagas pelo governo.

