Por Euclides Moreira Neto
Temos constatado que nos últimos dias algumas pessoas queridas e amigas tem nos deixado ou se preferirem, fizeram sua partida para o plano espiritual, fato que naturalmente, nos tem deixados tristes e mais pobres socialmente. São vítimas da pandemia Covid 19. Por outro lado, muitas pessoas queridas, admiradas e referencias para muitos de nós tem comemorados ciclos de vida em meio a essa tempestade que nos assusta.
O ato de comemorar alguma data importante na vida das pessoas ou da própria sociedade, por exemplo, é conceituado como “festividade”; celebração que se realiza para comemorar ou para lembrar um evento, uma data, uma situação importante, como por exemplo, quando indicamos para nosso ciclo de relacionamento, a expressão: “hoje será a celebração do meu aniversário”.
Na ótica de homenagem; festejar trata-se de evento que busca premiar ou homenagear algo ou alguém. Na ótica de memorização, pode ser vista como ação de lembrar novamente, de trazer algo à memória; ou na ótica da religião, quando fazemos menção que, feita durante uma celebração, que, busca destacar uma data comemorativa que coincide com outra festa religiosa de maior importância.
Independente destas interpretações e interfaces comemorativas eu lhes peço permissão para saudar aqueles cidadãos que estão passando pelas suas datas festivas sem poder realizar as tradicionais atividades festivas que normalmente marcariam datas simbólicas, como o dia do aniversário de alguém ou dias alusivas a fatos, manifestações culturais, profissões, entre tantas outras atividades que são importantes para a nossa sociabilidade.
Nesse contexto, gostaria de lembrar que de março para cá passamos por datas tão generosas que me ouso citar apenas algumas para exemplificar como as restrições provocadas pela pandemia Covid 19 nos tem deixado mais tristes, apesar dos fatos que muitas das vezes nos conduz a alegria.
Assim, peço permissão para relembrar algumas dessas datas que a mim foram muitas gratas, entre elas a comemoração dos 80 anos de Gardênia Ribeiro Gonçalves e do Professor Mário Cella, duas pessoas que prestaram grandes serviços públicos a nossa cidade: os 44 anos do coral São João, que influenciou toda uma geração de cantores sob a batuta do seu regente Fernando Mouchrek (que também aniversário no final de abril); ou a passagem do dia Municipal dos Blocos Tradicionais (8 de maio) e o Dia das Mães, que sem dúvida deveria ser um dos dias mais alegres do ano para aqueles que ainda tem a felicidade de tê-las em seu convívio, e vice-versa.
Poderíamos citar inúmeras datas importantes e simbólicas que já passaram ou estão passando em meio a essa pandemia catastrófica, que, inclusive tem nos tirados pessoas considerada importante ou não, de nosso meio a todo instantes, provocando terrorismo emocional e catastrófico, mas como nosso objeto são as datas alegres, por isso torçamos para que em breve possamos vir e anunciar que a ciência encontrou alternativas e medicações que enfrentem esse monstro que nos tem deixado aflitos. Fiquemos em casa e sejamos resolventes nos atos para que possamos passar esse momento com resignação e firmeza. Pensem nisso.
Euclides Moreira Neto – Mestre em Comunicação social e Investigador cultural.

