
SÃO LUÍS – O Palacete Gentil Braga já entrou no clima de carnaval na noite desta quinta-feira, 14, com a abertura da exposição “Máscaras Artesanais de Fofão 2019”, resultado da oficina promovida pelo Departamento de Assuntos Culturais da UFMA (DAC) realizada entre os dias 14 de janeiro e 4 de fevereiro.Também teve início a exposição “Baú da Folia Momesca”, que reúne parte do acervo de pesquisa do jornalista e radialista Joel Jacinto com recortes de jornais, livros, LPs, DVDs, informativos de escolas de samba e blocos tradicionais e organizados. As exibições seguem até 1º de março.
Das mais variadas cores, tamanhos e formatos, a oficina veio resgatar um aspecto tradicional da cultura maranhense que aos poucos tem perdido o seu espaço. Para a diretora do DAC, Fernanda Pinheiro, o objetivo da oficina foi exatamente esse: trazer de volta essa tradição com suas características genuinamente maranhenses.
“Já é o terceiro ano que realizamos a oficina de Máscaras de Fofão e esse ano com essa inovação: encerramos a oficina com um cortejo do Palacete até a Praça Deodoro com a finalidade de mostrar o trabalho da produção. Buscamos fazer um resgate de um importante personagem tradicional do nosso carnaval que é o Fofão e essa forma artesanal de fazer, está em extinção. Com o objetivo de resgatar esta prática, o Departamento de Assuntos Culturais realizou a oficina e estamos muito felizes com os resultados”, comemorou.
Uma técnica, várias aplicações
Ao todo foram 67 máscaras confeccionadas por cerca de 30 alunos participantes da oficina sendo que as máscaras podem ser até mesmo comercializadas. A artesã Tatiane dos Santos, de 29 anos, garantiu que as técnicas aprendidas durante as aulas podem servir para o desenvolvimento de outros trabalhos.
“Eu comecei a fazer a oficina mais pela parte de seguir a tradição de São Luís, que é o Fofão. Quando eu era criança, eu via o Fofão passando, mas com máscaras de plásticos e eu queria aprender a fazer a máscara manualmente, com essa técnica do papel machê. E essas técnicas que aprendemos aqui, podemos aplicar em outras coisas e eu estou muito feliz de ver minha máscara finalizada na exposição”, afirmou.
A reitora Nair Portela ressaltou a importância da oficina como forma de resgatar a cultura maranhense por meio do aprendizado com o uso de ferramentas artesanais.:“Nós estamos revivendo o Carnaval maranhense com a realização dessa oficina de máscaras de fofão que é uma tradição do carnaval maranhense que está se perdendo. Não se vê mais essas máscaras artesanais, geralmente só vemos as de plásticos. Não podemos deixar que o tempo acabe com essa tradição. Então esta oficina vem resgatar essa parte da cultura maranhense que é muito forte, importante, bonita e alegre”.
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Fotos: Matheus Werneck
Lugar: Palacete Gentil Braga
Texto: Tatiane Raquel
