20/01/2026

Festival de Cantadores de Tambor de Crioula reúne mestres da cantoria em São Luís

Valorizar o cantador de tambor de crioula do Maranhão, além de resgatar, preservar e difundir uma das manifestações culturais reconhecida como patrimônio imaterial da cultura brasileira. Esta é a proposta do “Festival de Cantadores de Tambor de Crioula de São Luís”, que será realizado no dia 29 de dezembro (terça-feira).

O evento reunirá 35 cantadores de crioula da capital na quadra poliesportiva do Centro de Ensino Barbosa de Godois, no bairro Monte Castelo, de onde será transmitido em tempo real pelo canal Inspire e Comunique no You Tube, a partir das 19h.

O festival é uma realização do Instituto de Desenvolvimento Humano e de Proteção Ambiental (IDHPA), patrocinada pela lei de fomento Aldir Blanc, por meio da Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão, e conta ainda com o apoio da Federação de Tambor de Crioula do Maranhão (Fetacma). A coordenação e direção artística é do produtor cultural, poeta, compositor e presidente da Fetacma, Paulinho Dimaré, fundador do Tambor de Crioula Um Degrau de Santa Luzia, grupo com trajetória de 28 anos na Ilha de São Luís.

Entre as motivações para a realização do Festival de Cantadores de Tambor de Crioula de São Luís, está o fato da grande concentração de cantadores da baixada e de outras regiões do estado que moram na capital, o que fortalece e valoriza a identidade cultural do tambor de crioula na Ilha de São Luís.

“O mapeamento e registro dos cantadores de São Luís é importante, não só pelo seu valor histórico, mas também pela aprendizagem e produção de conhecimentos desenvolvidos e repassados de geração em geração ao longo do tempo, bem como pelos seus elementos tradicionais que se perpetuaram na formação da nossa identidade cultural maranhense”, ressalta o coordenador e diretor artístico do Festival, Paulinho Dimaré.

O Festival de cantador de tambor de crioula de São Luís foi inspirado na edição de outro festival, o de cantadores de tambores de criou da baixada maranhense, ocorrido em 2018, na cidade de Pinheiro.
Sobre o Tambor de Crioula
As histórias de quem faz o Tambor de Crioula são de quem a narra, mas são também de muitos outros que compõem a irmandade do tambor. Muitos foram os mestres dos tambores: Leonardo, Leôncio, Felipe, Apolônio, Nivô, Negão, Dico Preto, Miguel Arcanjo, Ademar (o Ferro Boto) e mestre Quelé, entre outros que ajudaram a perpetuar a manifestação.
Reconhecido como Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira, desde 2007, o Tambor de Crioula tem na fé a maior motivação de seus brincantes da manifestação que reúne canto, dança e rufar dos tambores. A manifestação é feita tanto como forma de diversão, como em louvor a São Benedito, o santo protetor dos negros. A expressão de matriz afro-brasileira, típica do Maranhão, é realizada livremente sem ter um calendário específico.
Pesquisas apontam que o Tambor de Crioula surgiu no começo do século 19. Os escravos organizavam as batucadas para aliviar o sofrimento que viviam durante o período de escravidão. Apenas dois séculos depois, em 1970, a brincadeira passou a ser tratada como dança típica e atração turística. Por conta da batida rápida, quem dança o Tambor de Crioula precisa ter muita energia para desenvolver a dança e a coreografia da manifestação.

Serviço:
O Quê: Festival de Cantadores de Tambor de Crioula do Maranhão
Quando: 29 de dezembro de 2020
Hora: 19h
Local: Quadra Poliesportiva do Centro de Ensino Barbosa de Godóis (Monte Castelo)
Transmissão: ao vivo pelo You Tube no canal Inspire e Comunique (da Inspirar Inovação e Comunicação)

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