Repórter cinematográfico morreu aos 60 anos após anos de luta contra o diabetes. Negão, como era tratado pelos colegas, era conhecido por ser um gênio atrás das lentes.
Por TV Mirante — São Luís, MA

Foi sepultado na manhã desta quarta-feira, em São Luís, o corpo do repórter cinematográfico J.R. Lima. Ele tinha 60 anos e vinha lutando contra o diabetes – doença que o afastou das atividades em 2008.
Um câmera men completo – que dominava como poucos uma câmera no ombro, sempre com um olhar atento e criterioso para a notícia -, J.R. Lima abriu suas lentes para os principais fatos ocorridos nos quarenta anos em que esteve em atividade.
Generoso, contribuiu pra formação de gerações de repórteres cinematográficos que estão hoje no mercado de trabalho, em estúdio e nas Unidades Móveis das principais emissoras de jornalismo do Maranhão.
Trajetória
J.R. Lima começou a carreira na TV Ribamar, afiliada da TV Bandeirantes em São Luís, onde se destacou pelo talento e critério nos enquadramentos da notícia. Foi convocado para compor as equipes de cinegrafistas do Departamento de Jornalismo da TV Bandeirantes, em São Paulo.
Retornou ao Maranhão no começo dos anos 1980 para atuar na Secretaria de Comunicação do Governo – onde passou a cobrir as atividades de vários governadores, entre eles Luiz Rocha, Epitácio Cafeteira e João Alberto.

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Profissional começou sua carreira na TV Ribamar, afiliada da TV Bandeirantes no Maranhão — Foto: Arquivo pessoal
Era como J.R. Lima que ele assinava suas imagens. Para os amigos, Negão. Era assim, com carinho e respeito que ele tratado no Departamento de Jornalismo da TV Mirante, onde coordenou as equipes de repórteres cinematográficos e ajudou a implantar, por seguidas gerações, as tecnologias do setor.
“Foi uma das pessoas mais incríveis que conheci. Extremamente atento. Sabia a hora certa de abrir a câmera. Como se posicionar. Quase invisível, na cobertura dos fatos. Foi com ele a minha primeira reportagem em rede nacional, ainda no SBT. Sim. Também trabalhamos juntos no SBT. Acompanhamos uma expedição científica do Museu Nacional em busca das pegadas de dinossauros pelo vale do Itapecuru. Eu estava começando a carreira e ele me acolheu e orientou. À noite, Bóris Casói, o âncora do SBT Brasil, chamaria com destaque a nossa matéria. Na Rede Globo, foram centenas de reportagens, nos principais telejornais da emissora”, destacou Pereira, com gratidão.

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Negão, como era conhecido entre os amigos, era visto como um gênio atrás das lentes — Foto: Arquivo pessoal
Márcia Coimbra, atualmente editora do JM1, foi uma das repórteres que mais tempo trabalharam ao lado de J.R. Lima. “Negão era um profissional apaixonado pelo jornalismo, pelo vídeo, dedicado e exigente. Tranquilo e ás vezes mal humorado, mas de um jeito até engraçado e generoso, sempre. Fez história na TV Mirante e deixa muita saudade entre as pessoas que conviveram com ele”, disse.

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