Quando apareceu nas bancas, no mês de maio de 1951, o Jornal Pequeno era um periódico acanhado, feito de forma quase artesanal. A composição era executada por máquinas linotipos, hoje expostas numa área reservada do jornal, como memória dos primórdios do Jornal.
A redação continua funcionando no antigo prédio da Rua Afonso Pena, no Centro Histórico de São Luís, mas, de lá para cá, muita coisa mudou. Mudanças sucessivas foram alterando, radicalmente, o perfil do jornal.
O Jornal Pequeno nasceu numa época em que as linotipos, com chumbo quente, confeccionavam as manchetes do dia seguinte. O processo artesanal de feitura das edições, com as técnicas de então, permitia que os cronistas se dedicassem à imprensa sem a correria dos dias de hoje e até mesmo despreocupados com o salário que receberiam ao fim do mês. Aliás, havia muitos colaboradores gratuitos, que foram desaparecendo, após restrições impostas pelas legislações sobre a imprensa.
Na oficina, que começou a funcionar num quarto de pensão alugado na Rua Afonso Pena, imprimiam-se os exemplares pelo antigo sistema de impressão a quente com placas de chumbo. As páginas continham um variado noticiário, geral e esportivo, mesclado com o humorismo, onde se encontravam seções como Dicionário do Povo, Língua de Trapo e Conversa no Cafezinho.
Ao completar 60 anos de idade, no dia 18 de setembro de 1981, José Ribamar Bogéa entregou a direção do Jornal Pequeno ao filho Lourival Marques Bogéa, numa cerimônia realizada no Restaurante Solar do Ribeirão.
Com esta mudança no comando do jornal, o JP lançou as bases para um grande salto e experimentou sua primeira reforma gráfica e editorial. As oficinas ganharam máquinas impressoras off-set e um sistema de fotocomposição. A emoção que era peculiar ao ambiente dos que freqüentavam a velha Redação cedeu lugar à precisão, à objetividade, ao texto conciso e enxuto.
Reformulado para materializar o ideal de José Ribamar Bogéa, o Jornal Pequeno rasga fronteiras e amplia horizontes, no propósito de criar laços mais fortes com o leitor.
Em sua trajetória rumo ao futuro, o jornal, de cara nova, incorporou tecnologias e adotou inovações que, pouco a pouco, mudaram, entre nós, a face do jornalismo impresso. Vieram, com a reviravolta gráfica e editorial, a telefoto, o telex e depois o computador e a internet.
Mais ágil, à medida que foi crescendo, o Jornal Pequeno aprendeu a diversificar seu espaço e aproveitar melhor cada momento da notícia. Nasceram, assim, o Colunaço do Pêta, os Classificados do Pequeno, o Informe JP e suas Miudinhas, Atos, Fatos & Baratos, com o Canto Esquerdo, o Canto da Máxima, o Alô do Pêta, o Sobe e o Desce e as Últimas Notícias, na contracapa do jornal. Brotaram a Página Gospel, as charges de Wilson Caju e as Cartas ao Dr. Peta e surgiram, também, as editorias de Política, de Cidade e de Polícia.
O JP também ampliou sua cobertura com outros espaços, publicados semanalmente, como JP Saúde & Prevenção, coordenado por Patrícia Bogéa; Agenda Política, de Waldemar Terr, Microondas, de Joel Jacinto; Janela Livre, de João Bentivi e Espaço Aberto, de Aldir Dantas.
Incorporaram-se, ainda, ao jornal seções como Caxias em Destaque e Caxias em Off, escrito por Jotônio Vianna, e a página JP Sul do Maranhão, redigida por Oswaldo Viviani, que produzia noticiário sobre a região tocantina, a partir de uma sucursal do jornal, instalada em Imperatriz, no sudoeste do Estado.
Graças aos investimentos feitos na modernização da empresa, o Jornal Pequeno, pouco antes da virada do século XX para o século XXI, passou à era da informática. Os computadores chegaram à Redação e ao setor de composição. Com isso, o tempo entre o fechamento do jornal e o início da impressão reduziu-se de forma considerável.
O off-set, mais rápido e econômico, aliado à informatização da composição, permitiu novo alento ao jornal. Com isto, este diário agora está à disposição do leitor também na Internet, através de uma home page atraente e moderna, criada pela WEZ Soluções para Internet.
Com a determinação de diversificar sua linha editorial, o Jornal Pequeno criou o Suplemento Cultural e Literário JP Guesa Errante, coordenado por Josilda Bogéa Anchieta e editado pelo professor Alberico Carneiro, que resultou na publicação dos Anuários JP Guesa Errante; e mantém o suplemento semanal JP Turismo, que deu origem ao Almanaque JP Turismo, dirigidos por Gutemberg Bogéa. Mais recentemente, então surgiram novas colunas, como Agenda Cultural, Espaço Livre e Conexão Pop, esta última coordenada por Vinicius Bogéa, que se somaram a outros espaços assinados por colunistas como o saudoso Bo Korsak, Riba Um e Aquiles Emir, este autor da coluna Conversa Franca e editor do Suplemento Negócio$.
