20/01/2026

Mestrando em Comunicação investiga as memórias televisivas a partir de canais do Youtube

IMPERATRIZ – O Youtube é o segundo site mais acessado no Brasil e no mundo, perdendo apenas para o Google. Intrigado pelo alcance e acúmulo de arquivos audiovisuais dessa plataforma, o aluno da primeira turma de mestrado em Comunicação Social do Câmpus de Imperatriz da UFMA Antônio Carlos Santiago Freitas contou em entrevista à Rádio Universidade FM 106,9 sua investigação sobre as memórias televisivas resgatadas por canais do YouTube.

O mestrando se debruçou sobre os conteúdos veiculados nos canais Arquivo de Vídeos e Marckezini com o intuito de entender o interesse das pessoas em publicar e consumir notícias antigas no Youtube. A proposta dele foi compreender quais as rotinas produtivas de canais cuja motivação é preservar a memória da televisão brasileira, sobretudo, os canais que contam com o registro jornalístico, ou seja, programas jornalísticos, telejornais, documentários e propagandas produzidas há muito tempo.

“Dessa maneira, selecionamos dois canais administrados por jornalistas, que são, ao mesmo tempo, curadores e colecionadores de gravações da televisão que aproveitaram a plataforma YouTube para descarregar e compartilhar esse material acumulado no decorrer do tempo”, complementou Antônio.

Em sua análise, essa forma de utilização da plataforma evidencia a carência de acervos audiovisuais e/ou das poucas iniciativas bem-sucedidas fora do YouTube que ofereçam ao público um repositório de vídeos, sobretudo, como registro de acontecimentos históricos.

“O YouTube pode ser visto como um lugar de memórias ou servindo para que estas sejam enquadradas. A pesquisa nos permitiu perceber que um vídeo veiculado por um emissora de televisão há 30 anos ainda desperta interesse nas pessoas”, constatou.

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