20/01/2026

Morre aos 67 anos a radialista Helena Leite

Morre aos 67 anos a radialista Helena Leite  — Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Helena passou mal e foi levada a uma Unidade de Pronto Atendimento. Ela trabalhou nas principais emissoras de rádio em São Luís.

Morreu na madrugada deste sábado (30) a radialista Helena Leite, de 67 anos, após sofrer um infarto fulminante. Ela deixa três filhos, sete netos e três bisnetos.

Segundo informações, ela estava apresentando vários problemas de saúde nos últimos meses. Helena passou mal e foi levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro Vinhais, mas não resistiu e faleceu.

O corpo de Helena está sendo velado no Parque Folclórico, na Vila Palmeira. Ela será sepultada no domingo (31) às 10 h, no cemitério do Gavião, no bairro Belira.

Repercussão

O Governo do Maranhão, a Prefeitura de São Luís, a Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) e o Sindicato dos Jornalistas emitiram notas de pesar em relação a morte da radialista maranhense. Confira abaixo:

Sindicato dos Jornalistas

“Com profunda tristeza registramos o falecimento da radialista e folclorista Helena Leite, defensora incansável da cultura popular, que marcou época no Rádio maranhense com passagem por diversas emissoras como Educadora, Difusora, Timbira, Capital e outras sempre com programas em que defendia com muita coragem e compromisso o folclore da nossa terra. Enviamos à família e amigos da prateada os nossos pêsames e solidariedade com nossa saudade.”

Governo do Maranhão

“Com 50 anos de trabalho, Helena Leite dedicou grande parte da sua vida à cultura popular do Maranhão, atuando em programas de rádio na defesa e divulgação deste segmento. Em sua trajetória profissional, Helena Leite deu grande contribuição à Comunicação e Cultura do Maranhão, atuando em emissoras como Timbira, Educadora, Difusora, Capital e outras.

O corpo será velado no Parque Folclórico da Vila Palmeira. Neste momento de dor, o Estado se solidariza com os amigos e familiares de Helena.”

Prefeitura de São Luís

“A Prefeitura de São Luís lamenta o falecimento na madrugada deste sábado (30) da radialista e produtora cultural Helena Leite, aos 67 anos.Helena se tornou conhecida por sua trajetória no rádio em prol da cultura maranhense, atuando fortemente na divulgação e deixando um importante legado nestas áreas.

Neste momento de dor e saudade, o prefeito Edivaldo Holanda Junior manifesta solidariedade à família, amigos e admiradores da radialista, pedindo a Deus que conforte a todos.”

Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema)

“A Assembleia Legislativa do Maranhão lamenta, profundamente, o falecimento da radialista Helena Leite, de 67 anos, ocorrido neste sábado (30), em São Luís.

A radialista passou por vários veículos de Comunicação, onde deixa, agora, um enorme vazio sem a sua brilhante e marcante voz, que se destacava, principalmente, em prol da cultura de São Luís e do Maranhão.

Manifestamos nossa solidariedade aos seus familiares e amigos, rogando a Deus que conforte a todos neste momento de profunda dor.”

A primeira lembrança que tenho de Helena é da minha adolescência. A maior audiência da Rádio Educadora naqueles anos setenta, movimentava a cidade com concursos que escolhiam taxista mais popular (descobriu o Waldick, cover do original Soriano), jogador mais querido, mais querido locutor. O corredor da Rádio Educadora, lotado pra que a gente votasse. O voto era presencial. Meia hora fila. Naquele tempo a Educadora funcionava na rua dol, 535, palácio verde do radio, prédio de azulejos verdes.

Já dentro do estúdio me impressionei com a agilidade da jovem locutora de corpo esguio e voz potente. Falava alto e magnetizava quem a ouvia.

Helena fez esporte e com sua irreverência entrava em vestiários pra entrevistar jogadores, única.

Helena passou muitos anos fora de São Luis Luis, e quando voltou, eu ja estva trabalhando em rádio, na Educadora no Palácio episcopal. Trocamos uma idéias, recordamos algumas de coisas de radio.

Um novo ciclo se faz quando ela abraça a cultura de forma corajosa e até atrevida. Locutora do tipo; ame-a ou deixe-a, mas nunca passou despercebida.

Voz alta, as vezes agressiva, que agora se cala. Com a morte de Helena, cala-se uma guardiã de cultura, principalmente do bumba meu boi.

Vai Helena, missão cumprida.

(Robson, ouvinte de Helena, Robson Jr, companheiro de profissão)

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