Conhecida como a Rainha do Samba, Elza Soares extrapolou qualquer tipo de rótulo ao longo de sua vida. Desde que despontou no ritmo brasileiro nos anos 1960 até renascer em embalagem experimental nos anos 2000, a cantora marcou gerações de brasileiros com uma voz rasgada que diz ter forjado a partir do barulho dos louva-a-deus.
Elza Soares foi uma sobrevivente. Não sucumbiu à fome, à perseguição na ditadura, à violência doméstica, à morte de filhos e ao esquecimento pela indústria musical, mas chegou ao fim da vida reconhecida de ponta a ponta do país —e no mundo—, celebrada como uma das maiores vozes da música brasileira em todos os tempos.
“É com muita tristeza e pesar que informamos o falecimento da cantora e compositora Elza Soares, aos 91 anos, às 15 horas e 45 minutos em sua casa, no Rio de Janeiro, por causas naturais”, diz a publicação. “Teve uma vida apoteótica, intensa, que emocionou o mundo com sua voz, sua força e sua determinação. A amada e eterna Elza descansou, mas estará para sempre na história da música e em nossos corações e dos milhares fãs por todo mundo.”
O velório da cantora Elza Soares será no Theatro Municipal do Rio de Janeiro dia 21 de janeiro (sexta-feira). Das 8h às 10h, será fechado para familiares e amigos e das 10h às 14h será aberto ao público. O translado para o cemitério Jardim da Saudade de Sulacap será feito pelo carro do Corpo de Bombeiros com trajeto passando pela Av. Atlântica. O velório no cemitério, assim como o enterro, serão restritos aos familiares e amigos.


Bem acima da expectativa de vida dos idosos brasileiros.