20/01/2026

Nelinha do Babaçu ganha reconhecimento inédito na Passarela do Samba, em 2026

A Sociedade Recreativa Favela do Samba apresentará o tema Nelinha do Babaçu: Da menina que buscava fogo à mulher que trouxe sonhos, esperança e fé, uma metamorfose inspiradora, no carnaval de Passarela, em 2026. Inspirado no relevante trabalho de transformação social, empoderamento feminino e no fortalecimento da economia popular de centenas de comunidades maranhenses, impulsionados pela empreendedora Cornélia Rodrigues, a Nelinha do Babaçu, o samba enredo da Escola contribuirá para popularizar e divulgar os resultados do trabalho da empreendedora maranhense, de 56 anos, natural de Palmeirândia.

O Presidente da Favela do Samba, Euclides Moreira Neto, explicou o formato da escolha do enredo. “Esse processo teve duas etapas importantíssimas: primeiro a escolha foi fruto de uma consulta popular feita entre os simpatizantes e a comunidade em geral, tendo sido vencedora o tema inspirada em Nelinha do Babaçu e sua trajetória de muitas lutas e conquistas, que reflete muito bem a história das quebradeiras de coco de nossa região, tema sugerido pela professora e pesquisadora, Rosângela Protásio. A segunda etapa do processo de construção do enredo favelense, foi o empenho do carnavalesco Pedro Padilha, que se debruçou nesta história para criar um enredo impactante, lúdico e muito afetivo para nós maranhenses”.

Filha de lavrador e de uma quebradeira de coco, Nelinha do Babaçu, hoje, é sócia da Reflyta, empresa avaliada em muitos milhões de reais, comercializando produtos que ela criou tendo o coco babaçu como matéria-prima. Nelinha do Babaçu é a imagem da verdadeira mulher brasileira – aquela que não se cala, não dissimula. Mulher que hipnotiza, não se esconde, nem se vitimiza. Nordestina, preta, trabalha desde os 11 anos de idade. Nelinha enfrentou preconceitos e todos os “poréns” que sua origem impôs, sabendo agarrar firme as oportunidades que a mesma vida lhe ofereceu. Líder inspiradora, formadora de opinião, funda seus argumentos na seguinte premissa: “não se pode falar em sustentabilidade sem antes falarmos em humanidade”. (Com O Imparcial, IstoÉ Mulher e blogRafaelaalbuquerque).