Luiz Anversa
A Seleção Brasileira jogou dois amistosos nesta semana: Senegal e Nigéria. E o que significou isso? Nada. Ou melhor, quem ainda liga para os amistosos do Brasil?
Tite passa por sua fase mais problemática desde que assumiu o comando técnico da Seleção, em 2016. Mesmo depois da conquista da Copa América, já são quatro jogos sem vitória, algo que jamais o treinador experimentou no atual posto.
Ou seja, não há bons motivos para acompanhar o Brasil nos últimos tempos. Além disso, esses amistosos sem sentido desfalcam os clubes brasileiros num momento da temporada em que cada partida é uma decisão – o Flamengo que o diga, e mesmo assim aumentou sua “gordura” no Brasileirão.
A CBF precisa pensar na Seleção com mais carinho, e não ver a camisa amarela apenas como uma máquina de ganhar dinheiro. Os jogadores que vestem esse manto do futebol mundial também precisam querer estar lá. A maioria deles parece que está no campo por pura obrigação.
Quando foi a última Seleção que realmente empolgou o público e que entramos como favoritos numa Copa do Mundo? Talvez em 2006, com o “Quadrado Mágico” Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno e Adriano. Já se passaram 13 anos…
Nesse tempo, ganhamos Copa das Confederações, Copa América e um inédito ouro olímpico. E daí? O interesse pela Seleção diminui a cada ano. Falta de ídolos? Hoje temos Neymar, talvez o futebolista brasileiro que mais apareceu em comerciais na história. Mesmo assim, ele é do tipo “ame ou odeie”.
Como a Seleção pode voltar a ter o carinho e a atenção do público? Talvez um primeiro passe seja enfrentar adversários relevantes de peso, como Argentina, Alemanha, França, e não sparrings como Catar, Senegal e Nigéria. E olha que até desses últimos tomamos algum “calor” durante os jogos.
