
Segundo a Prefeitura, a responsabilidade da devolução das placas é do Iphan; o instituto não respondeu aos questionamentos de O Estado
Sinais de descaso começam a ser identificados no novo Complexo Deodoro, entregue em dezembro de 2018. Internautas denunciaram que dois bustos que fazem parte da decoração da Praça do Pantheon, em frente à Biblioteca Benedito Leite, tiveram suas placas arrancadas. Os bustos de grandes personalidades das artes e letras do Maranhão estiveram, por 11 anos, guardados no Museu Histórico e Artístico do Maranhão. Para a inauguração do espaço, eles foram higienizados e restaurados para retomar seu local de destaque.
“Atenção, Iphan. A placa de identificação não se encontra mais no busto de Urbano Santos. Não sei se caiu ou se foi um vândalo. Vamos providenciar?”, questionou um internauta, após publicar a foto do busto em suas redes sociais. A placa com o nome do político e jurista Urbano Santos foi retirada do local, assim como a que conta a história do teatrólogo e jornalista Arthur Azevedo, deixando dois bustos depredados.
Quando foram retirados da Praça do Pantheon, em 2007, ameaçados de depredação e atos de vandalismo, os bustos deixaram um vazio e a sensação de que era preciso criar um espaço seguro e à altura das personalidades históricas que representavam. Durante as obras de revitalização do Complexo Deodoro, foi permitida a criação de um espaço exclusivo para as peças, mas sua segurança ainda é incerta.
No local, O Estado registrou que a população insiste em jogar lixo pela calçada ou áreas verdes. Mesmo com lixeiras espalhadas por todo o Complexo Deodoro, em vários pontos do gramado foi possível identificar papéis, copos de plástico e embalagens de alimentos.
O Estado entrou em contato com a Prefeitura de São Luís, que informou que a responsabilidade integral dos bustos é do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O instituto foi questionado sobre o paradeiro das placas, e quais medidas serão tomadas, mas até o fechamento desta reportagem nenhuma resposta foi dada.
Primeiro caso
Este não é o primeiro sinal de vandalismo registrado no local. No dia 6 de
fevereiro, O Estado noticiou uma denúncia feita
nas redes sociais pelo jornalista Marcial Lima, que mostrou pichações em bancos
de madeira que ficam protegidos por árvores e caramanchões, próximo aos bustos,
localizados em frente à Biblioteca Pública Benedito Leite. Nos demais bancos,
que são de ferro e pedra e ficam espalhados pelas alamedas Silva Maia e Gomes
de Castro, também é possível ver atividades de vândalos.
