Biojoias, acessórios de palha de buriti, chapéus e indumentárias típicas do bumba meu boi estiveram entre os produtos mais procurados pelos visitantes. Além da beleza e originalidade, cada peça revelou o talento e a resistência cultural de seus criadores.
“O Ceprama é a casa do artesanato, do artesão e da cultura maranhense. Nossa missão, dada pelo governador Carlos Brandão, é alavancar o artesanato, valorizar o trabalho dos nossos artesãos e fomentar as vendas. Estamos dando uma nova cara ao Ceprama, revivendo sua tradição e mantendo as portas sempre abertas para os produtores e fazedores de cultura”, reforçou o diretor do Ceprama, Silvério Junior.
Lúcia Franco, artesã da tipologia biojoias e bumba meu boi, comemorou o resultado das vendas. “Essa é uma época muito esperada por nós. O São João valoriza o nosso trabalho e movimenta as vendas. Vendi muitas biojoias, que refletem nossa relação com a natureza e a cultura local. Foi uma alegria enorme ver tanta gente levando um pedacinho do Maranhão com elas”.
Para Dona Rose, que trabalha com acessórios de palha de buriti, a Festança foi oportunidade de apresentar novas criações pensadas especialmente para o período junino. “O buriti é uma riqueza nossa. Fiz muitos acessórios para cabelo, bolsas e laços, todos com um toque junino. As pessoas amaram! Esse é um material que representa nossa tradição e que se renova a cada São João”.
Quem também comemorou as boas vendas foi a artesã Adrelina Neta, conhecida pela produção de chapéus e indumentárias do Bumba Meu Boi. “A gente produz o ano inteiro, borda, costura, tudo pensando nesse momento. O São João aqui no Maranhão é nossa principal vitrine. As vendas no Barracão foram muito boas, graças a Deus”.
O impacto econômico do evento foi significativo. As vendas realizadas no Barracão do Artesanato movimentaram um total de aproximadamente R$ 16 mil durante os três dias de Festança, consolidando o período junino como uma das principais fontes de trabalho e geração de renda para os artesãos maranhenses. A Festança representa, anualmente, uma oportunidade concreta de sustento para dezenas de famílias que vivem do artesanato, fortalecendo a economia criativa local.
“Sempre que organizo a festança sei que o Ceprama é a casa do artesão e do artesanato. Por isso, faço questão de proporcionar aos artesãos esse momento de comercialização dos seus produtos, que considero fundamental. É uma forma de valorizar quem mantém viva a nossa cultura”, destacou o produtor da Festança, Mário Jorge.
O Barracão do Artesanato também atraiu turistas de diversas partes do país. Um grupo de amigas de Sorocaba (SP) fez questão de conhecer o espaço após uma viagem pelos Lençóis Maranhenses. “A gente fez trekking de Santo Amaro até Atins e depois viemos para São Luís. Vimos sobre a Festança Junina nas redes sociais e viemos conhecer. Amamos! Compramos blusas, pulseirinhas de biojoia, laços de cabeça de fibra de buriti. Levamos essas lembranças lindas para presentear amigos e familiares”, contou a turista, Fabiana Silva.
“Realizada anualmente no Ceprama, a Festança Junina mais uma vez cumpriu seu papel de celebrar a cultura popular, impulsionar o artesanato local e fortalecer o vínculo entre tradição e desenvolvimento econômico. O evento reafirmou a potência do fazer artesanal como fonte de identidade, orgulho e sustento para o povo maranhense”, reafirmou o gestor do Ceprama.

