
Entre as 14 escolas participantes, apenas quatro devem lutar pelo título do Carnaval paulista de 2017. Com performances memoráveis, Dragões da Real, Império de Casa Verde, Acadêmicos do Tatuapé e Unidos da Vila Maria possivelmente terão uma briga acirrada pelo primeiro posto.
A Dragões colocou o Anhembi para cantar a sua homenagem à Asa Branca, de Luiz Gonzaga. A agremiação imprimiu o sertão em suas alegorias e fantasias e fez uma apresentação consistente, evoluindo bem e com os componentes cantando com alegria. Se o enredo já era de fácil compreensão, a bateria de Mestre Tornado –que fez cinco paradinhas– só ajudou a seduzir ainda mais o público.
A Império de Casa Verde levou fantasias e alegorias luxuosas para a avenida ao apresentar um enredo abstrato, pedindo pela paz mundial, e se credenciou na briga pelo bi. Mais uma vez, o carnavalesco Jorge Freitas criou efeitos visuais com uma diversidade de materiais nas fantasias e de elementos humanos nos carros.
Com um enredo sobre a África, a Tatuapé veio com um desfile coeso e vibrante ao mostrar as cores, as festividades e riquezas daquele continente. A agremiação se valeu de ter um dos melhores sambas da safra e fez paradinhas para o público cantar em coro o refrão: “É de arerê / Ilê, ijexá/ Essa kizomba de um povo feliz/ Eu sou a África / Derramo meu axé/ Canta Tatuapé.”
A Vila Maria emocionou ao fazer uma homenagem aos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida. O enredo bem amarrado pelo carnavalesco Sidnei França, que faz sua estreia na escola, tornou o desfile de fácil compreensão na avenida. A assinatura do carnavalesco fez diferença nos acabamentos das alegorias e fantasias.
