22/02/2024
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O meia Lucas Piazon, de 21 anos, e o goleiro Andrey, de 22, foram acusados pela polícia de Toronto de abuso sexual durante a disputa dos Jogos Pan-Americanos deste ano. De acordo com o departamento de crimes sexuais da polícia canadense, tanto o ex-jogador do São Paulo, atualmente no Reading, da Inglaterra, quanto o atleta do Botafogo-SP, teriam abusado sexualmente da mesma garota. Eles a teriam conhecido em uma camisa noturna da cidade.

“No dia 25 de julho de 2015, uma mulher de 21 anos, junto com uma amiga, conheceu dois homens em uma casa noturna em Toronto. Os dois homens acompanharam as mulheres até a casa de uma delas. Os dois homens foram identificados, e mandados de busca foram emitidos para Lucas Domingues Piazon, 21, e Andrey Da Silva Ventura, 22. Eles estão sendo procurados por abuso sexual”, informou o departamento de crimes sexuais da polícia de Toronto, em um comunicado oficial.

Em entrevista ao site da ESPN, o pai do meia, Antonio Carlos Piazon, considerou a acusação absurda.


– Isso é uma loucura. Alguma coisa está errada. Nunca recebemos nada, o Pan aconteceu há tanto tempo e não recebemos nada. Acho que nem sair em Toronto ele saiu, ficou só com a delegação. Tremendo de um engano. Isso não ia ser divulgado três meses depois, se sabiam que ele é jogador da seleção brasileira. Lucas vai se posicionar no momento certo, mas não há possibilidade disso ter acontecido – disse.

LEGISLAÇÃO SOBRE ASSÉDIO NO CANADÁ É AMPLA

A assessoria de Piazon disse que o jogador nega o que foi divulgado pela imprensa canadense. Ele ainda não foi formalmente notificado e está tomando conhecimento do caso para adotar as medidas cabíveis.

Piazon e Andrey não foram os únicos brasileiros acusados de abuso sexual durante o Pan. O goleiro de polo aquático Thyê Mattos foi outro atleta acusado do mesmo crime. Thyê ainda não teve a sua situação definida. Profissional que defendeu Thyê naquele caso, o advogado Marcelo Franklin falou em tese sobre o novo episódio.

— Não sei detalhes do caso, mas parece estranho que só tenha surgido agora, mais de dois meses depois do Pan. Não se demora mais de dois meses para se identificar um jogador da seleção brasileira. Neste ritmo, ano que vem têm mais cinco sob esta acusação — disse o advogado, lembrando que a legislação canadense sobre assédio sexual é bem ampla. — É preciso saber qual a acusação. No Canadá, é considerado assédio sexual desde um toque no corpo, ou um beijo, alegadamente sem consentimento, até o estupro propriamente.
O caso de Piazon pode ser mais complicado que o de Andrey porque o jogador vive na Inglaterra. O país europeu não tem tratado bilateral de extradição com o Canadá, mas extradições pontuais podem ocorrer sob a política de reciprocidade. O Canadá pode requerer à Inglaterra a extradição de Piazon para colaborar com as investigações, mesmo antes de uma eventual condenação.

— Em tese, o lugar mais seguro para um brasileiro acusado de um crime no exterior estar é no Brasil, onde a constituição impede a extradição — completou Marcelo Franklin.
Por nota, o Comitê Olímpico do Brasil (COB), responsável pela delegação brasileira no Pan, disse que não recebeu qualquer comunicado da polícia canadense. “O Coimtê espera que os fatos sejam apurados e esclarecidos pelas autoridades competentes de acordo com o processo legal, respeitando-se o direito de defesa dos acusados”, completa a nota do COB


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