17/04/2026

6º Encontro das Tribos de Índios acontece nesta quinta-feira, às 17h30, na Praça do Goiabal, em São Luís

Organizado por Júnior Alves, Zoray Rabelo e Ingrid Nayane, o 6º Encontro terá a participação das Tribos de Índios Carajás, Tapiáca Uhu, Curumim, Tupinambás, Kamayurá, Tupiniquins, Itapoan, Upaon-Açu, Guarany e Kayapó

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A tradição e história das tribos de índio, brincadeira do Carnaval do Maranhão. Com influência dos índios americanos, os brincantes se fantasiam com adereços típicos e animam o carnaval ao som de uma batucada única.

Conheça uma atração tradicional no primeiro capítulo da série Carnaval

Conheça uma atração tradicional no primeiro capítulo da série Carnaval

O JMTV 1ª edição iniciou uma série de reportagens sobre o carnaval maranhense e o G1 entra junto na festa. A primeira atração é a tradicional brincadeira de rua e de passarela do Carnaval em São Luís: as tribos de índios.

Os brincantes se fantasiam com cocares e adereços indígenas e animam o carnaval ludovicense ao som de uma batucada ligeira e única. Os passos são marcados e fazem referência às danças das comunidades indígenas, reproduzindo rituais e hábitos milenares desse povo. Na capital, há 12 grupos que se apresentam pelo Maranhão e são atrações no carnaval de rua.

Instrumentos de percussão, como o surdo, fazem parte dos blocos de tribo de índio em São Luís — Foto: Reprodução/TV Mirante

Instrumentos de percussão, como o surdo, fazem parte dos blocos de tribo de índio em São Luís — Foto: Reprodução/TV Mirante

Geralmente, os grupos são formados por cerca de 50 integrantes, que usam surdos e ritintas como instrumentos musicais. Os brincantes são os índios guerreiros: cacique, os enfermos e o feiticeiro. Eles pintam os rostos, vestem penas, peles e usam sementes.

“Ele é encarregado de espantar todos os males, as feitiçarias que vem para a tribo”, declarou Roque Barros, assistente administrativo e brincante de tribo de índio.

Durante algumas apresentações, os grupos encenam um ritual onde o feiticeiro (ou o curandeiro) devolve a vida a alguém doente. Para evocar forças e energias, há grupos que trazem ao público os animais protetores da floresta.

Animais da floresta, como a onça e o macaco, fazem parte de blocos de tribos de índio que desfilam pelo Centro Histórico de São Luís — Foto: Reprodução/TV Mirante

Animais da floresta, como a onça e o macaco, fazem parte de blocos de tribos de índio que desfilam pelo Centro Histórico de São Luís — Foto: Reprodução/TV Mirante

Há 20 anos, Augustinho Cabral decidiu montar a própria tribo de índios, a Kamayurá. Vindo de uma família que respira a cultura do Maranhão, optou por manter viva esta tradição. Já houve época em que só restavam dois grupos ativos no estado.

“As tribos de índios já tiveram um papel muito importante na cultura do estado. Antigamente eu via aquelas várias tribos que se acabaram. Então, para não deixar a coisa parar, chamei o grupo. Hoje eu tenho um legado muito grande. Isso é o que é importante e que a gente se sente bem. Chegar e ver que a gente tá deixando essa semente, que está criando vida”

Grupos de tribos de índio são tradicionais no Carnaval de rua do Maranhão — Foto: Reprodução/TV Mirante

Grupos de tribos de índio são tradicionais no Carnaval de rua do Maranhão — Foto: Reprodução/TV Mirante

História

Relatos históricos afirmam que as tribos de índios tiveram início com a presença de militares dos Estados Unidos durante a segunda guerra mundial no aeroporto de São Luís, quando o país servia de suporte para base aérea de Recife. Os militares trouxeram vários filmes, como faroeste hollywoodiano, o que contribuiu para que a cultura ficasse pela capital.

“As pessoas se identificaram com a indumentária e começaram essa grande brincadeira. Então, no Maranhão, as primeiras roupas foram identificadas com a vestimenta indígena de fora. Por muitos anos vieram muitas tribos com nomes brasileiros, mas outras também com nomes internacionais. Foi aí que se formou uma brincadeira folclórica aqui pra gente”, explica a presidente da Tribo de índio Curumim, Fernanda Carvalho. Por Rafael Cardoso, Olívia Franse e Mieko Wada, G1 MA e TV Mirante — São Luís