Em suas telas, com cores vivas, a autodidata Dila retratava homens rudes e mulheres rechonchudas, brejeiras, em cenários quase sempre interioranos, com praças e coretos, ou idílicos.

“É uma grande perda para o cenário das artes plásticas do Maranhão. Ela era uma artista singular e original. Por aqui, em se tratando de arte naif, ninguém pinta de forma semelhante a Dila”, comentou o chefe do MPMA.

A artista tem um painel no Aeroporto Internacional de São Luís e outro na Assembleia Legislativa, além de obras na sede da Junta Comercial do Maranhão e no Campus do Bacanga.

Dila igualmente possui quadros no Museu de Arte Naif de Max Fourny, em Paris e no Museu de Arte de Bariloche, na Argentina.

Tendo iniciado a sua carreira em 1968, ela se destacou anos depois quando passou a compor litografias e foi expoente da arte Naif, cuja definição tem origem francesa e significa “arte ingênua”. As obras da artista tinham como temas favoritos o folclore e a cultura popular.

Exposição

No ano passado, por intervenção do Ministério Público, a artista foi resgatada, junto com seu filho, de situação de vulnerabilidade, sendo acolhidos no Solar do Outono.

Na mesma época, a exposição especial “Mostra Homenagem: Dila”, com trabalhos assinados pela artista, foi organizada no Espaço de Artes Márcia Sandes, na sede da Procuradoria Geral de Justiça.

O corpo da artista será velado na Academia Maranhense de Letras, no Centro de São Luís. O enterro será nesta quarta-feira (9).

As obras da artista tinham como temas favoritos o folclore e a cultura popular. (Foto: Divulgação)FONTE: O IMPARCIAL/ Com informações da Assessoria CGJ