Nesta quinta-feira, 29 de maio, o Jornal Pequeno completa 74 anos de história. Fundado em 1951 por Ribamar Bogéa, a publicação maranhense se consolidou ao longo das décadas como um símbolo de jornalismo independente, resistência política e compromisso com os interesses populares. O Orgão das Multidões, como é conhecido por seus leitores, atravessou diferentes fases da história brasileira mantendo firme sua postura editorial.
Ribamar Bogéa, figura lendária da imprensa maranhense, criou o Jornal Pequeno como alternativa às grandes vozes da mídia alinhadas aos interesses dos poderosos. No auge da polarização política da década de 1950, sua proposta era simples, mas audaciosa: fazer um jornal acessível, crítico, combativo e defensor das causas populares. Desde então, o JP assumiu com coragem denúncias de injustiças, corrupção e violações de direitos, tornando-se voz ativa da sociedade civil e referência nacional em jornalismo independente.
Durante a Ditadura Militar, o Jornal Pequeno foi um dos poucos veículos de imprensa do país a se opor abertamente ao regime, mesmo diante da censura e repressão. Ribamar Bogéa e sua equipe enfrentaram ameaças, agressões, perseguições e tentativas de silenciamento, mas não cederam. O compromisso com a liberdade de expressão e o jornalismo ético foi mantido.
Ao longo dos anos, o jornal acompanhou as transformações tecnológicas e manteve sua relevância com a chegada do mundo digital, expandindo sua atuação para além da versão impressa.
Mesmo assim, preserva características tradicionais, como a linguagem direta e o espaço dedicado à população — um traço herdado do estilo característico de seu fundador.
Hoje, o Jornal Pequeno segue firme, sob a liderança das novas gerações da família Bogéa, mantendo vivos os princípios que orientaram sua criação: a defesa intransigente da democracia, o compromisso com a verdade e a valorização da notícia como instrumento de transformação social.
Ao completar 74 anos, o Jornal Pequeno celebra não apenas sua longevidade, mas uma história de luta, ética e resistência que o torna parte fundamental da história da imprensa maranhense e brasileira. Um legado iniciado por Ribamar Bogéa, cuja memória continua a inspirar o ofício do jornalismo como instrumento de cidadania e justiça.

