SÃO LUÍS – O governo exonerou Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, conhecida como Eva Curió, do cargo em comissão de Superintendente de Articulação Regional da Regional de Viana, vinculada à Secretaria de Estado de Articulação Política.
A medida consta no Diário Oficial do Estado do Maranhão do dia 5 de janeiro de 2026.
Embora o ato administrativo tenha sido publicado em janeiro de 2026, a exoneração tem efeitos retroativos a 24 de dezembro de 2025, conforme o decreto oficial.
Exoneração ocorre em meio à Operação Tântalo II
A exoneração de Eva Dantas acontece em um momento sensível, enquanto avançam as investigações da Operação Tântalo II, conduzida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), que apura um esquema de corrupção envolvendo a Prefeitura e a Câmara Municipal de Turilândia.
Eva Dantas e o prefeito do município, Paulo Curió, estão entre os investigados.
As oitivas dos dois, que estavam previstas para esta semana, foram adiadas para o dia 9 de janeiro, após pedido da defesa, aceito pelo MP.
Mesmo com o adiamento, ambos chegaram a se deslocar até a sede do Ministério Público, em São Luís.
Esquema estruturado e desvio de recursos públicos
De acordo com decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), a investigação identificou a existência de uma organização criminosa estruturada dentro da administração municipal de Turilândia.
Segundo o MPMA, o grupo teria:
– Desviado recursos públicos das áreas de Saúde e Assistência Social;
– Utilizado empresas fictícias para emissão de notas fiscais;
– Simulado contratos sem a efetiva prestação de serviços;
– Operado o esquema de forma contínua e organizada.
O prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa R$ 56 milhões.
Prisões e afastamentos
A Operação Tântalo II resultou na prisão do prefeito Paulo Curió e da vice-prefeita Tânia Mendes, além da investigação de dez vereadores e um ex-vereador.
Parte dos investigados se apresentou voluntariamente e teve as prisões convertidas em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.
Próximos passos da investigação
Com a conclusão das oitivas previstas para esta semana, o Ministério Público deve confrontar os depoimentos com as provas já reunidas e, em seguida, formalizar a denúncia à Justiça.
Com informações do IMIRANTE .

