O lançamento acontece no sábado (12), às 16h, na Livraria Leitura do Shopping São Luís, em São Luís
A história de uma das mais importantes escritoras negras brasileiras ganha um novo olhar em Maria Firmina, a mestra da liberdade, livro da jornalista maranhense Andréa Oliveira, publicado pela L&PM Editores. O lançamento acontece no sábado (12), às 16h, na Livraria Leitura do Shopping São Luís, em São Luís, com bate-papo mediado pela arte-educadora Betânia Pinheiro, seguido de sessão de autógrafos.
De forma romanceada e acessível, a obra apresenta a trajetória de Maria Firmina dos Reis, autora de Úrsula, considerado o primeiro romance abolicionista brasileiro e a primeira obra de ficção publicada por uma pessoa negra no Brasil.

Neta de uma mulher escravizada trazida à força da África, Maria Firmina cresceu em uma família matriarcal e, sem acesso à educação formal, tornou-se autodidata por meio da dedicação aos estudos e aos livros.
Em 1847, foi a primeira mulher aprovada em concurso público no Maranhão para o cargo de professora. Anos mais tarde, fundou uma escola mista, experiência pioneira no país, voltada à educação de meninos e meninas de diferentes condições sociais.
Com ilustrações da artista gaúcha Mitti Mendonça, cuja produção é marcada pela ancestralidade africana, o livro também incorpora documentos históricos, como reproduções fac-símiles da primeira edição de Úrsula e de jornais maranhenses publicados após a abolição da escravatura.
A própria concepção visual da obra dialoga com uma das lacunas da trajetória de Maria Firmina: não existem registros conhecidos de seu rosto. A capa, assim, faz referência à invisibilização histórica da autora e à reconstrução de sua memória a partir de sua obra e de sua trajetória.
As autoras
Andréa Oliveira é maranhense de São Luís, jornalista e escritora. Também é autora das obras infantojuvenis João, o menino cantador (Pitomba!, 2017), sobre o compositor João do Vale, e Maria Firmina, a menina abolicionista (Vento Leste, 2022).
Mitti Mendonça, nascida em São Leopoldo (RS), é artista têxtil, ilustradora e produtora cultural. Sua produção se ancora na ancestralidade afro-diaspórica e aborda memórias afetivas, personalidades, cultura e movimentos sociais e políticos negros. Utiliza técnicas como colagem, arte digital, bordado e pintura. Suas obras integram mostras coletivas como Dignidade e Luta: Laudelina Campos de Mello (Instituto Moreira Salles, 2025) e Presença Negra (Margs, 2022).

