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Boleiros brasileiros são tratados como reis no futebol indiano
Sombra, água fresca e muito mordomia na folga
A cobrança é menor. O nível técnico também. Nada de maratona de jogos. Por isso, há tempo de sobra para curtir folgas e aproveitar mordomias na Índia. Hospedados em hotéis de luxo, os brasileiros se reúnem para banhos de piscina e jantares. A rotina não muda muito, já que são poucas as opções de diversão. Mas as que estão à disposição dos jogadores, são sempre regadas de “sombra e água fresca”.
O futebol na Índia não é dos mais fortes tecnicamente. Os brasileiros contratados pela liga local fazem seu nome sem muito esforço e ganham status de estrelas, algo que não vinha acontecendo “dentro de casa”. Com muita moral no futebol local simplesmente por serem brasileiros, os jogadores veteranos ganham tratamento de reis.
O novo mercado se abre para jogadores já sem espaço nos clubes do Brasil. E fazem esses veteranos reviverem o auge, quando idolatria, mordomias, dinheiro e luxo estavam sempre garantidos.
Veteranos do futebol brasileiro são reis na Índia
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Premiação não falta. Até para quem mais corre em campo
Lúcio já foi premiado: 25 mil rúpias (cerca de R$ 1500) por ser o jogador que mais correu na partida. Léo Moura também: 21 mil rúpias (R$ 1,23 mil) por ter sido o maior driblador de um jogo. É assim que os brasileiros conseguem juntar uma graninha extra no futebol indiano. Destaques do Goa – e quem sabe do campeonato? -, eles estão sempre entre os candidatos a prêmios incomuns como esse.
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Manda e desmanda como técnico e jogador
Roberto Carlos. Esse sim sabe como comandar todas as ações na Índia. Com 42 anos, o lateral-esquerdo esqueceu a aposentadoria para fazer um pouco de tudo no Delhi Dynamos. O ex-jogador do Real Madrid também treina o time. Ou seja, Roberto Carlos pode fazer o que bem entender. Sem o ritmo dos demais jogadores do elenco, joga pouco. E quando atua, pode se dar ao luxo de ser poupado na sequência.
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O armário está garantido. Seguir moda indiana é obrigação
Entrar na cultura indiana exige desprendimento. E os brasileiros entenderam que não custa nada fazer uma força e deixar os chinelos e as bermudas de lado para usar os trajes típicos do país por algum tempo. Elano já entrou na onda e mostrou que fica bem com as roupas do país. Roberto Carlos também não escapou e também ganhou presentes, devidamente registrados na rede social.
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Gente para apoiar e torcer por você não falta
Densamente povoada, a Índia ainda está se acostumando ao futebol. As estrelas presentes no campeonato local, porém, chamam atenção da população. E gente para torcer pelos jogadores profissionais no país não falta. É assim que os brasileiros são tratados, sempre com uma grande atenção. Em eventos realizados pelos clubes fora dos gramados, sempre há muita gente para dar apoio e idolatrar os atletas.
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Ex-flamenguista ganhou até apelido de “Messi” brasileiro
Léo Moura está longe de repetir o que Messi faz em campo. O ex-flamenguista, porém, já conseguiu convencer o Goa de que se trata de um reforço com peso igual. Comandado por Zico, o lateral/meia tem tanta moral na Índia que já foi comparado ao argentino do Barcelona. As redes sociais do clube se exaltaram um pouco ao destacar o desempenho do brasileiro, herói de um jogo contra o Kerala Blasters.
Arshad Arbab/EFE
Tratamento vip até durante terremoto
Em outubro, o elenco do Délhi Dynamos passou por um susto. Os comandados por Roberto Carlos estavam em um hotel quando um terremoto de 7.5 graus na escala Richter atingiu a cidade. O zagueiro Chicão, o treinador/jogador Roberto Carlos e os demais integrantes da equipe foram rapidamente atendidos pela equipe do hotel. Eles passaram por aperto, mas contaram com a ajuda da equipe treinada pelo hotel.