SÃO LUÍS – A evolução das tecnologias de transmissão — sendo o rádio, a televisão ou internet — vem trazendo mudanças aos profissionais que desejam trabalhar na área de Rádio e TV. A graduação, que antes se chamava de Radialismo, hoje é encontrada em muitas universidades como Rádio e TV, podendo passar a se chamar, futuramente, Rádio, TV e Internet. A inserção desses elementos possibilitou aos profissionais oportunidades de atuação em diversas áreas.
Em 1920, início da produção radiofônica, o radialista tinha sua atuação limitada a emissoras tradicionais de rádio e TV, diferentemente dos dias atuais, em que há um vasto mercado e uma ampla área de atuação, tendo em vista as diversas funções destinadas a esses profissionais. O chefe do Departamento de Comunicação Social e professor das disciplinas de sonorização e trilha sonora da UFMA, Carlos Benalves, comentou os trabalhos realizados por esses profissionais.
“O profissional de Rádio e TV pode desenvolver várias funções em um trabalho audiovisual, desde direção, execução, pós-produção, organização, assim como na criação e gestão de vídeos e áudios para várias plataformas. O nosso curso capacita o profissional com um conhecimento técnico-científico no âmbito da produção midiática circunstanciando o áudio e o vídeo em suas diversas plataformas de criação e circulação”, afirmou.
O curso de Rádio e Televisão tem duração de quatro anos e oferece aos alunos disciplinas teóricas que dizem respeito à história e a evolução desses meios de comunicação, além de práticas como as de fotografia, sonorização, produção, edição, direção, narrativa e roteiro. A junção de todos esses elementos ajuda na formação do profissional e impulsiona a criatividade, característica essencial desse meio.
Geovane Camargo, aluno do quinto período do curso de Rádio e TV da UFMA, falou sobre sua escolha no meio audiovisual. “O curso vem me ajudando a conquistar a área em que eu resolvi atuar, o cinema. Quando entrei, eu pensava que o curso era um pouco limitado, só voltado para os trabalhos em televisão ou no rádio, mas, ao longo da graduação, descobri algumas disciplinas como de roteiro, direção de TV, sonorização e edição que me ajudaram a trabalhar com o cinema, videoclipes, curta e longa-metragem”, afirmou.
Áreas de Atuação
Como já foi dito, o profissional de rádio e TV possui, em sua trajetória acadêmica, um vasto aprendizado que lhes possibilita adaptar-se cada vez mais as diversas áreas de atuação. Para exemplificar, foram elencadas algumas delas.
1 – Criação: nessa área, o radialista é responsável por elaborar roteiros, programas, vinhetas e chamadas para o rádio e a TV.
2 – Coordenação de programação: nesse ramo, o trabalho é organizar a programação da emissora e definir os programas que serão produzidos em cada horário, levando em conta a audiência da emissora.
3 – Direção: na parte de direção, o profissional será o líder da equipe que produzirá o programa. É dele a responsabilidade do conteúdo e da qualidade dos produtos audiovisuais exibidos.
4 – Direção de Fotografia: a função de um diretor de fotografia é possibilitar que o produto seja atraente, pensando por meio da composição do cenário e da iluminação.
5 – Edição: essa área é voltada, como o próprio nome já diz, para a edição de produtos audiovisuais.
6 – Gestão: o trabalho do gestor é administrar o funcionamento da empresa e monitorar os dados da audiência.
7 – Produção: como produtor, as funções são de trabalhar nos bastidores dos produtos, cuidando de toda a logística e infraestrutura, desde a gravação até a interação com os convidados e preparo do cenário.
8 – Roteiro: trabalhar com o roteiro é ser o responsável por criar um esboço de tudo que vai acontecer na gravação. Todo produto audiovisual precisa de um bom roteiro.
9 – Técnica: essa é a área voltada para a operação dos equipamentos de iluminação, gravação de imagem, áudio e edição.
SITE DA UFMA
Produção: Marcos Paulo Albuquerque
Revisão: Jáder Cavalcante
