O diretor da Galeria Trapiche Trapiche, Uimar Júnior, anunciou em suas mídias sociais a abertura de pautas para artistas visuais que desejam expor suas criações artísticas no Espaço Expositor Jesus Santos, sediado na Galeria Trapiche do Complexo Trapiche Santo Ângelo. O artista visual Ribamar Carvalho faz a abertura com 30 trabalhos. Será nesta sexta-feira, 28 de novembro 11, às 17h, na Avenida Senador Vitorino Freire, s/n – Praia Grande. Para solicitação de pauta, entre em contato com o diretor da Galeria Trapiche, Uimar Júnior. O artista plástico Jesus Santos faleceu aos 74 anos, em São Luís. Jesus Santos foi um dos mais importantes artistas plásticos contemporâneos de São Luís. Jesus Santos (1950-2024) foi um proeminente artista plástico e cronista maranhense, cuja obra enriqueceu significativamente a cultura de São Luís e do Brasil. Sua trajetória artística e literária refletiu um profundo compromisso com a representação da sociedade e da cultura ludovicense.
Jesus Santos – Iniciou sua carreira artística em 1967, com uma exposição no Salão Nobre da Academia Maranhense de Letras. Ao longo de sua trajetória, participou de diversas exposições em cidades como Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Nova York, Areias (PB), Teresina, Goiânia e Brasília, além de São Luís. Sua obra é reconhecida por retratar com sensibilidade e crítica social o cotidiano e a cultura de São Luís, destacando aspectos da boemia e das camadas sociais menos visíveis. Jesus Santos foi pioneiro na inserção da arte em espaços públicos de
São Luís. Suas obras podem ser apreciadas em cartões-postais da cidade, como a Avenida Litorânea e a Lagoa da Jansen, onde criou a “Serpente Encantada”, uma escultura de 74 metros de comprimento que se tornou um marco local. Em 1992, por sua iniciativa e intermédio da vereadora Simone Macieira, foi aprovada a lei municipal nº 3.203/92, que dispõe sobre a colocação de obras de arte em prédios e logradouros públicos da capital maranhense.
Além das artes plásticas, Jesus Santos contribuiu para a imprensa local como colunista do jornal “O Estado do Maranhão”, onde assinava e ilustrava a coluna “Malazartes” no Caderno Alternativo. Suas crônicas ofereciam uma visão crítica e poética da sociedade maranhense, evidenciando sua versatilidade como artista e escritor. O legado de Jesus Santos é amplamente reconhecido no Maranhão e além. Sua capacidade de romantizar o cotidiano ludovicense, utilizando pinceladas de ironia e crítica social, trouxe à tona personagens e cenários muitas vezes marginalizados. Sua obra permanece como uma importante referência para a arte pública e a crônica social no Brasil. (Com Uimar Júnior, ALEMA e MIS-MA).

