Nesta quinta-feira (25), em São Paulo, estreou o espetáculo “Marrom, o musical”, em celebração aos 50 anos de carreira da artista maranhense Alcione. A obra, com texto e direção de Miguel Falabella e idealizada por Jô Santana, traz como narrativa a vida da cantora e faz referência à cultura maranhense. O espetáculo mostra tudo de bom que o Maranhão tem, nossa terra, nossa cultura, nossa gente e nossa alegria. A peça fica em cartaz por dois meses na capital paulista e, posteriormente, deve passar por outras cidades brasileiras, inclusive São Luís.
Durante a peça, são relembrados grandes sucessos da carreira da artista, mostrando ao público o quanto Alcione, nesse meio século de estrada, se dedicou com amor à música. A peça conta com 23 atores em cena, sendo quatro maranhenses. Além disso, boa parte dos mais de 300 figurinos foi bordada em São Luís pelas internas da Unidade Prisional de Ressocialização Feminina (UPFEM) que integram a Cooperativa Cuxá, resultado de parceria entre a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) e o Instituto Humanitas360.
A Cooperativa Social Cuxá, formada por mulheres detentas e egressas do sistema prisional de São Luís, recebeu antes do período da pandemia a visita do ator e diretor Miguel Falabella e do produtor cultural Jô Santana para conhecerem o trabalho da cooperativa e desenhar parcerias para o espetáculo. Os artigos têxteis produzidos na Cuxá ganharam os palcos e ajudam a contar a história da sambista, que é também madrinha da Cooperativa.
O espetáculo pretende fazer os espectadores rir, chorar, cantar junto, se espantar, se emocionar, ser criança de novo, encontrar o desconhecido. O musical busca levar às pessoas não somente a história de vida de Alcione, mas a cultura maranhense. O ator e produtor Jô Santana é o idealizador da “Trilogia do Samba”, que deu um start, em 2016, com o musical “Cartola – O Mundo é um Moinho”; em 2018, com “Dona Ivone Lara – Um Sorriso Negro”; e se encerra agora, em 2022, com “Marrom, o Musical.”

