Com o tema GAMAR: O MÁGICO SEMEAR DE ARTES, SONHOS E TRANSFORMAÇÕES a Favela do Samba promete impactar os desfiles carnavalescos de São Luís em 2027.
A Sociedade Recreativa Favela do Samba acaba de anunciar seu enredo para o carnaval de 2027, baseado no tema em homenagem ao Grupo de Arte Maria José Aragão com o título GAMAR: O MÁGICO SEMEAR DE ARTES, SONHOS E TRANSFORMAÇÕES, de autoria do carnavalesco Pedro Padilha.

O tema foi uma escolha pessoal do presidente da Favela do Samba, Euclides Moreira Neto, mas o mesmo esclarece que desde o ano passado este tema já havia sido indicado quando foi feita a consulta pública para escolha o enredo daquele ano, quando foram apresentadas 42 propostas de enredo e o com o tema GAMAR já havia ficado entre os cinco mais indicados.
O Presidente Euclides Moreira Neto esclarece que a sua escolha e indicação pelo tema GAMAR se justifica pela própria atuação no grupo no meio comunitário da capital maranhense e pela sua participação decisiva nos enredos da desenvolvidos pela Favela do Samba, desde o ano de 2001.
O ENREDO
Segundo o texto concebido pela carnavalesco Pedro Padilha, o tema GAMAR: O MÁGICO SEMEAR DE ARTES, SONHOS E TRANSFORMAÇÕES foi um desafio à parte, mas que lhe deu muita satisfação e prazer em desenvolver, pois o GAMAR – Grupo criado pelo Educador, professor, e diretor da escola Maria José Aragão, WILSON CHAGAS, (Poeta, Ator, Educador) com o objetivo de usar a arte como ferramenta pedagógica de transformação social, cultural e com o principal objetivo de afastar as crianças e adolescentes da vulnerabilidade social, oferecendo atividades de teatro, danças, poesia e música.
Ressalta Padilha que o GAMAR com seu trabalho missionário promoveu grandes mudanças, não só na escola, mas em toda a comunidade, proporcionando acesso a vários jovens às Universidades e ao mercado de trabalho e diminuindo os índices de violência. Fato que está atualmente totalmente reconhecido e legitimado na região metropolitana da capital maranhense.
Segundo informações da diretoria da Favela do Samba, entre os diversos trabalhos executados pela GAMAR na comunidade de São Luís pode-se citar entre seus grandes trabalhos mais significativos o projeto POEMAR – Festival de poesias realizados por vários anos e que resultou num belíssimo livro: Palavras ao vento; no Teatro destaca-se a montagem das peças “Sonhos de uma noite de verão”, “Tatuturema”, “Mitologia Andina”, “O desejo de Catirina”, “Que País é este?”, “A chegada de Lampião no inferno”, “Um roubo no Olimpo”, “A Cidade”, “Poema sujo”, “Vidas secas”, entre outros; todos marcados pelos personagens lúdicos de palhaços (Tunico e Flozinha).
Na área de dança, o GAMAR produziu espetáculos como “A carne mais barata do mercado é a carne negra”, “Bolero Afro”, os quais participaram em abertura de jogos escolares maranhenses (O corpo nos esportes) e nas feiras de livros (Pixote); sem falar nas performances desenvolvidas no carnaval, especialmente na Favela do Samba, tanto do criador como das criaturas, nos enredos em homenagem a Zeca Baleiro, Cesar Teixeira, o Homem e o Mar, Sob efeito da lua, o Boi é festa e a Menina dos olhos do mundo, etc… sempre com alas de trabalho artísticos, com coreografias elaboradas e muita carga dramáticas.
Vale ressaltar ainda que o professor Wilson Chagas tem sido personagens de destaques com fantasias luxuosas e de impacto visual nos desfiles da Favela mdo Samba, estadno entre eles (“Tributo a Carmém Miranda”, “o Guardião das matas”, “O Dragão da Maldade”, “o Profano”, “O pajé das nossas Matas”, “o Apogeu de Baco”, “o Vodun de Daomé”, “O senhor da tribo Apinhajé”).
Além disso, o grupo GAMAR tem fornecido entre seus componentes vários mestre salas e porta bandeiras a escola Favela do Samba,como a nossa atual porta bandeira principal Carolina Rodrigues e o terceiro casal, nos festejos Juninos seu carro chefe de danças, O Baião de seis, que traz também em sua apresentação não só a dança, mas uma encenação teatral visceral… e a Semana de Arte, a Afroarte, que encerra com um espetáculo grandioso, onde as salas de aulas disputam entre si, apresentando temas ou países africanos, fazendo um ode às suas culturas, suas crenças e tradições, e hoje todo esse trabalho é muito de orgulho da escola, da comunidade, do bairro e de toda a cidade, e que orgulhosamente a Favela do Samba traz para a avenida o fruto dos pós dourados semeados pelas Musas das artes
SINOPSE DO ENREDO
Quando a boca de cena se abre e dois menestréis começam a dedilhar suas liras e a contar, em versos e prosas, a magia de como nasceram as artes: do pensamento, do verbo, do corpo e da alma… declamam e cantam que os mais antigos deuses do universo deram essa missão às musas do nosso mundo, por suas almas puras, por suas graças, sensibilidades e belezas… para espalharem e semearem os dons de fazer poesia: da imaginação ao verbo, e depois representá-la em forma de teatro e dança; de transformar matérias em encantamentos; ou, com mágicos pincéis, colorir no branco vazio a vida, a ilusão e os sonhos… Umas mágicas de adoração, lúdicas e satíricas; outras de grandes paixões, ou de imensas tristezas e tragédias.
A todas foram doados grandes potes cheios de pó mágico para serem lançados ao vento e fertilizar. E quem fosse atingido seria marcado com essa predestinação de conduzir e propagar as artes.
E o tempo passou, e contam que a musa Enheduanna semeou a poesia na Mesopotâmia (Suméria). Depois Calíope, Euterpe e Erato lançaram o pó mágico da poesia na Grécia, em tributo ao deus Dionísio. As musas Melpômene e Tália, nas festas de Baco, semearam a magia do teatro. No Egito, em homenagem à deusa Hator, a musa Hator recebeu a missão de espalhar a dança. E, na Grécia, coube à musa Terpsícore, em tributo ao deus Apolo, soprar ao vento o pó mágico da dança.
E todos os pós mágicos foram lançados… e muitas outras artes foram sendo eternizadas. E o tempo passou, e grãos desses pós caíram sobre o Brasil, Nordeste, Maranhão, São Luís, Cidade Operária, Escola Estadual Maria José Aragão… sobre os ombros de um menestrel, um Dom Quixote moderno, que enfrenta moinhos de vento, reais e invisíveis. Ele abraçou essa missão que lhe foi dada, transformou esses pós em armas e escudos e partiu para a luta contra a falta de oportunidades e de pertencimento dos jovens que faziam parte da sua escola.
Mostrou um caminho de luz, como uma estrela-d’alva, clareando horizontes e derrubando barreiras. Levou jovens a buscarem, dentro da alma, força para assimilar conhecimento e semear, fazendo-os acreditar num mundo melhor, mais participativo e humano. Abriu caminhos para o ensino superior, para carreiras e para a valorização, para que se tornassem melhores cidadãos, melhores filhos e, no futuro, melhores pais. Fechou caminhos das ruas, das drogas, dos crimes e da depressão.
Obrigado, Mestre Wilson Chagas!
Obrigado, GAMAR!
Que nasceu dentro da escola e hoje faz parte de uma comunidade, de um bairro, de uma cidade, de um estado e, quem sabe, de um país. Começou com poesias, depois danças e teatro, e agora faz parte do dia a dia dos atuais integrantes e daqueles que tiveram a oportunidade de fazer parte desse projeto. Está presente nas poesias, nos espetáculos, nos carnavais, na Afroarte, nos festejos juninos (baião de seis), na educação, na comunidade e na memória de todos.
Abençoados foram os pós das musas.
Autor: Pedro Padilha
PAUTA:
O QUÊ: Enredo da Favela do Samba – Carnaval 2027: GAMAR: O MÁGICO SEMEAR DE ARTES, SONHOS E TRANSFORMAÇÕES – lançamento do edital para escolha do samba enredo, seguida de explanação sobre o tema e sinopse do enredo.
ONDE E QUANDO: Quadra da Favela do Samba (Sacavém), na Avenida dos Africanos, s/n., no dia 10 de agosto/2026, as 19h30m
MAIS INFORMAÇÕES E CONTATO: Euclides Moreira Neto – euclidesbmn@gmail.com.

