20/01/2026

Governo realiza abertura do “Agosto Dourado” e inicia atividades alusivas com simpósio sobre aleitamento materno

Com o tema “Amamentação e suas diversidades”, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) deu início, nesta segunda (7), a atividades alusivas à Campanha Agosto Dourado. Para marcar a abertura do Mês do Aleitamento Materno, até esta terça-feira (8), será realizado I Simpósio Maranhense de Aleitamento Materno e suas Diversidades”, no auditório da Escola Dom Bosco, em São Luís.

O seminário tem proposta interdisciplinar e é direcionado a profissionais que atuam em unidades estaduais e municipais na área da amamentação, bem como estudantes universitários. Além disso, o simpósio busca sensibilizar a participação da rede de apoio e do pai como parte da rede do processo da amamentação.

“Ao iniciar o Mês do Aleitamento Materno trazendo novas proposições sobre o tema, o Governo do Estado busca fortalecer esse gesto que é tanto de amor como também de portador de benefícios à saúde da criança e da mãe. Assim, esperamos contribuir para a diminuição de possíveis agravos nos primeiros mil dias de vida desse bebê e ratificar o aleitamento como principal fonte de nutrição”, disse a secretária adjunta da Política de Atenção Primária e Vigilância em Saúde da SES, Deborah Campos.

Participaram  da mesa de abertura do simpósio o superintendente de Atenção Primária da SES, Willian Ferreira; o coordenador Estadual de Alimentação e Nutrição da SES, Leudimar Carvalho Soares Filho; a diretora científica da Escola de Saúde Pública do Maranhão (ESP-MA), Catarina Bogéa; a chefe do escritório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no estado, Ofélia Silva; e a assessora técnica na coordenação de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Priscila Olin Silva.

O Agosto Dourado recebeu esse nome em razão da cor dourada ser associada a padrão de qualidade do leite materno, item indispensável para a nutrição e desenvolvimento pleno do bebê em seus seis primeiros meses de vida, influenciando na construção do sistema imunológico da criança, bem como no vínculo afetivo na díade Mãe-Bebê.

Simpósio

Segundo a chefe do Departamento de Atenção à Saúde da Criança e Adolescente da SES, Dennyse Macêdo, o foco foi considerar a diversidade étnica, racial e populacional. “Ousamos falar não somente da mulher que amamenta, mas dos aspectos culturais, sociais, da rede de apoio e da pessoa que amamenta em todos os seus espaços e condições”, enfatizou.

O foco na diversidade e inclusão também estão presentes na programação do Simpósio Maranhense de Aleitamento Materno. Os participantes terão acesso a mesas redondas com temáticas sobre a “Experiência do apoio à amamentação” e “Caminhos e desafios para mães e pais que trabalham”, além de palestras sobre “Pessoas trans e aleitamento” e “Amamentação para mulheres privadas de liberdade”.

O médico obstetra, ginecologista e sexólogo, Felipe Bryan, apresentou palestra sobre pessoas trans e aleitamento materno e destacou que a abordagem de atendimento deve ser multidimensional. “Se temos interesse em falar sobre a amamentação e as diversidades, não podemos deixar de forma a população trans, pessoas que eventualmente têm o desejo de construir família. Contudo, temos que lembrar dos homens que nasceram com útero e com mama, que após afirmarem o seu gênero, optaram por não retirar as mamas e por isso podem ter eventualmente o desejo de amamentar”, afirmou o palestrante.

A defensora pública do Estado do Maranhão, Maiele Veras, também participou do debate sobre “Aleitamento materno para mulheres privadas de liberdade”. “Existe toda uma normativa e orientações para que a separação após o período de um ano e meio a dois anos de a criança ter nascido, e a busca ativa por familiares tenha sucesso, seja feita a aproximação destes para que a criança crie vínculos, em que depois da separação, seja possibilitado o horário de visita ampliado, até mesmo diário, numa eventual continuidade da amamentação”.

A enfermeira da Estratégia Saúde da Família, Bruna Ferreira, atua na Unidade Básica de Saúde “Povoado Santo Antônio”, no município de Cachoeira Grande, disse ter sido um momento ímpar. “Foi algo engrandecedor e igualmente desafiador. Fala-se muito que a amamentação é um ato de amor, mas quando se leva para a prática, principalmente na zona rural e o público com quem eu assisto, encontramos muitas barreiras. Por isso foi bom porque tivemos acesso a outros nortes na esperança de que é possível melhorar”.

Hospital Amigo da Criança

A promoção e incentivo à amamentação foram pontuais para que o Maranhão tivesse unidades neonatais credenciadas na Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC). Atualmente seis unidades neonatais da Rede SES receberam o título: a ala materna do Hospital Regional de Balsas e as Maternidades de Alto Risco de Imperatriz (MARI), de Paço do Lumiar, Benedito Leite, Nossa Senhora da Penha e de Alta Complexidade do Estado do Maranhão (MACMA).

A titulação é concedida pelo Ministério da Saúde e confirma a garantia de um cuidado respeitoso e humanizado a gestantes, puérperas e seus bebês. Além das unidades estaduais, também foram certificados o Hospital Universitário Materno Infantil (HU-UFMA), de gestão federal; e o Hospital São Camilo, localizado em Balsas, que é de administração privada.