Cantor que defendia o Candomblé, é lembrado por sua generosidade, talento e ligação com os Orixás
Por Pai Paulo de Oxalá
Xangô é o senhor dos trovões e filho de Oxalá, o Orixá da paz e do equilíbrio. Assim viveu Arlindo Cruz, distribuindo generosidade e alegria por onde passava. Um artista que fez do samba a sua coroa e da música o seu trono, somando mais de quinhentas composições gravadas por outros intérpretes e eternizando seu nome na história.
Sua ligação com os Orixás sempre foi forte. Partiu em uma sexta-feira que amanheceu com sol e se despediu sob chuva e trovões, guiado por Xangô e acolhido por Oxalá em sua chegada ao Ọ̀run (céu).
Em entrevista a Globo News, a apresentadora Regina Casé, amiga de longa data, disse emocionada que a luz de Arlindo era intensa e continuará acendendo toda vez que um de seus sambas for ouvido. Para ela, ele foi um dos maiores músicos do Brasil, um poeta maravilhoso e um ser humano capaz de unir riso e emoção, deixando como marca a alegria e a força do fogo de Xangô.
Arlindo Cruz deixa sua esposa Babi Cruz e os filhos Arlindinho, Flora e Kauan Felipe. Sua história permanece viva na memória de quem ama o samba e honra o axé.
O velório será neste sábado, 9 de agosto, em formato de gurufim, com acesso aberto ao público, a partir das 18h, na quadra do Império Serrano, e seguirá até às 10h da manhã de domingo, 10 de agosto. O sepultamento ocorrerá no mesmo dia, às 11h, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap.
Que Oxalá, Xangô e todos os Orixás o recebam com luz e paz!
Salve Arlindo Cruz!

