14/04/2024
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Império Serrano – Histórico do Enredo para 2011

ENREDO PARA O CARNAVAL DE 2011


TEMA: ” AMORES PICANTES, SABORES EXCITANTES “.

Pesquisa realizada pelo Prof. Esp. Nélio Pereira da Silva, Graduado em História Licenciatura pela Universidade Federal do Maranhão – UFMA, com Especialização em História do Maranhão pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA.

1 – INTRODUÇÃO

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Império Serrano desfilará na passarela do samba carnaval 2011, com o tema: AMORES PICANTES, SABORES EXCITANTES, com o intuito de abordar questões relacionadas a um sentimento nobre chamado amor e seus desdobramentos no cotidiano das pessoas fiéis, infiéis, casadas, solteiras, prostitutas, sadomosoquistas, heterossexuais, homossexuais, bissexuais e amantes de um modo em geral.

2 – ADÃO e EVA

Segundo a Bíblia, Adão e Eva foi primeiro casal criado por Deus. Eles moravam no Jardim do Éden e receberam a tarefa de cultivar e proteger o Jardim. Deus lhes ordenou: “Não comam da árvore do conhecimento, pois no dia em que comerem morrerão.”Tiveram uma opção: abster-se de comer o fruto da árvore e viver para sempre no Jardim; ou comê-lo e serem banidos para o mundo da mortalidade. Após três horas de sua criação, Eva, e mais tarde Adão, comeram do fruto proibido da árvore da ciência (do “conhecimento do bem e do mal”) criada por Deus, e após o ocorrido, de acordo com a tradição cristã toda a humanidade ficou privada da perfeição e da perspectiva de vida infindável. Surgiria para os cristãos aqui a noção de pecado herdado – tendência inata de pecar – e a necessidade de um resgate da humanidade condenada à morte. Após comerem do fruto proibido, Adão e Eva tiveram ciência de que andavam nus e, por isso, esconderam-se ao notar a presença de Deus no Jardim do Éden. Deus os expulsou do jardim, e os deu roupas de pele animal.

3 – O AMOR

O amor pode ser entendido como um sentimento intenso entre duas pessoas correspondente a paixão que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atração (ex.: amor filial, amor materno, amor fraternal). Contrapondo ao ódio, repulsa, indiferença.

Por outro lado, o amor ou ligação efetiva com outrem, inclui geralmente também uma ligação de caráter sexual (ex.: ela tem um novo amor; anda de amores com o colega).

No aspecto amplo o amor pode ser entendido como uma disposição para querer ou fazer o bem a algo ou alguém (ex.: amor à natureza, a Deus, à humanidade, aos animais, ao próximo).

Ressalta-se na questão amorosa as seguintes convenções:

a) amor cortês: sentimento, freqüente na literatura medieval, que se caracteriza por uma relação de vassalagem entre o cavaleiro e a sua amada.

b) amor livre: ligação afetiva que recusa as convenções sociais e as instituições legais, nomeadamente o casamento;

c) fazer amor: ter relações sexuais;

d)morrer de amor: gostar muito;

e) amor à arte: de forma desinteressada.

4 – A DEUSA DO AMOR

Na mitologia grega Afrodite era a deusa do amor, da beleza corporal e do sexo. Para os gregos, ela tinha uma forte influência no desenvolvimento e prazer sexual das pessoas. Era considerada também a deusa protetora das prostitutas. Na Grécia Antiga foi cultuada nas cidades de Esparta, Atenas e Corinto. Porém, na mitologia romana, Afrodite era chamada de Vênus.

Afrodite sempre amou a alegria e o glamour, e nunca se satisfez em ser a esposa caseira do trabalhador Hefesto. Afrodite amou e foi amada por muitos deuses e mortais. Dentre seus amantes mortais, os mais famosos foram Anquises e Adônis, que também era apaixonado por Perséfone, que, aliás, era sua rival, tanto pela disputa pelo amor de Adônis, tanto no que se diz respeito de beleza. Vale destacar que a deusa do amor não admitia que nenhuma outra mulher tivesse uma beleza comparável com a sua, punindo (somente) mortais que se atrevessem comparar a beleza com a sua, ou, em certos casos, quem possuísse tal beleza.

5 – ROMEU e JULIETA

A história tem como cenário a cidade de Verona. Duas famílias poderosas são inimigas mortais: a família Montecchio e a família Capuleto. Vivem em constantes conflitos, os quais perturbam a ordem e a paz da cidade. Tais acontecimentos provocam a ira do Príncipe que determina severa punição aos envolvidos nos conflitos: caso as brigas e provocações não cessassem, seriam punidos com a morte. Romeu, um jovem Montecchio passional e destemido, sofre de amor por Rosalina. Tem como melhores amigos e companheiros Benvólio e Mercúcio. É convidado por estes, no intuito de fazê-lo esquecer Rosalina, a ir ao baile de máscaras dos Capuleto. Romeu encanta-se por uma jovem e bela moça, que descobre ser Julieta Capuleto. Mais tarde, Romeu invade o jardim da casa de Julieta e, escondido, ouve Julieta declarar seus sentimentos por ele. Então, decide revelar sua presença e após trocarem juras de amor, marcam o casamento para o dia seguinte. Romeu convence o Frei Lourenço a realizar a cerimônia secreta.

Enquanto isso, os pais de Julieta resolvem casá-la com o Conde Páris. Desesperada Julieta pede ajuda ao Frei que a aconselha a aceitar o casamento para despistar seus pais. Dá a ela um frasco de elixir para simular sua morte e montam um plano: Julieta deveria tomar o conteúdo do frasco, sua família acreditaria em sua morte, o casamento com o Conde não se realizaria e o Frei, através de uma carta explicativa, mandaria Romeu voltar para que ficassem juntos. Porém a carta se extravia e Romeu recebe a notícia da morte da amada. Compra um veneno e desesperado decide morrer também tomando o veneno diante do corpo de Julieta e morre abraçado a ela.

Frei Lourenço chega para tentar impedi-lo, mas é tarde, foge para não ser desmascarado e punido, porém antes acorda Julieta, que horrorizada decide ficar junto de seu grande amor. Julieta beija Romeu para tentar absorver o veneno de seus lábios e morrer também, mas sua tentativa é frustrada. Apanha a adaga de Romeu e apunhala-se, morrendo junto de seu marido. As famílias, após descobrirem os sacrifícios dos jovens, perdoam-se mutuamente e juram manter a paz em nome do amor de seus filhos.

6 – CASAMENTO

Casamento, casório ou matrimônio pode ser entendido como um vínculo estabelecido entre duas pessoas, mediante o reconhecimento governamental, religioso ou social e que pressupõe uma relação interpessoal de intimidade, cuja representação arquetípica são as relações sexuais, embora possa ser visto por muitos como um contrato.

Na maior parte das sociedades, só é reconhecido o casamento entre um homem e uma mulher, embora Portugal reconheça o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo tal como outros países no mundo (em Maio de 2009, a Holanda, a África do Sul, o Canadá, a Noruega, a Bélgica, a Espanha, a Suécia, e alguns dos Estados Unidos (Massachusetts, Connecticut, Iowa, Vermont e Maine).

Embora o casamento seja tipicamente entre duas pessoas, muitas sociedades admitem que o mesmo homem (ou, mais raramente, a mesma mulher) esteja casado com várias mulheres (ou homens, respectivamente). Embora muito raros, há algumas situações de sociedades em que mais que duas pessoas se casam umas com as outras num grupo coeso.

As pessoas casam-se por várias razões, mas normalmente fazem-no para dar visibilidade à sua relação afetiva, para buscar estabilidade econômica e social, para formar família, procriar e educar seus filhos, legitimar o relacionamento sexual ou para obter direitos como nacionalidade.

6.1 – Infidelidade Conjugal

Todos nós temos visões de um amor e um casamento perfeito no qual nunca machucaremos um ao outro, relevaremos as faltas, seremos honestos, abertos, exclusivos, encorajadores e fiéis. Como é possível que tais compromissos sejam abandonados, e homens e mulheres traiam-se mutuamente, e com o passar dos anos, cada vez mais? Pesquisas atuais nos dão alguns números referentes aos casos de infidelidade.

A revista Veja (Jan/2002) trouxe uma pesquisa que revelam que 47% das mulheres e 60% dos homens comprometidos são infiéis. Estas traições geralmente ocorrem nos primeiros 4 anos de relacionamento, e que as razões masculinas, comumente, estão ligadas ao sexo propriamente dito e a das mulheres a problemas de relacionamento.

6.2 – Poligamia

Poligamia do grego significa muitos matrimônios, é a união reprodutiva entre mais de dois indivíduos de uma espécie. No reino animal, a poligamia se refere à relação onde o animal mantém mais de um vínculo sexual no período de reprodução. Nos humanos, a poligamia é o casamento entre mais de duas pessoas. Os casos mais típicos são a poliginia, em que um homem é casado com várias mulheres, e a poliandria, em que uma mulher vive casada com vários homens. Não deve confundir-se com o amantismo, que é também comum nas sociedades humanas, mas em que o laço com um parceiro sexual para além do casamento não é, nem aceite pela lei, nem na maior parte das vezes, de conhecimento público.

7 – ABSTINÊNCIA SEXUAL

Abstinência sexual é a prática de voluntariamente abster-se de alguns ou todos aspectos de atividade sexual. Razões comuns para a abstenção deliberada da expressão física do desejo sexual incluem razões religiosas e filosóficas (por exemplo, castidade), e razões matrimoniais e de saúde, como prevenir a concepção (gravidez indesejada) ou contaminação por doenças sexualmente transmissíveis (DST).

7.1 – Cinto de Castidade

O cinto de castidade é uma espécie de faixa fechada à cadeado que os maridos mais zelosos usavam na Idade Média com a intenção de guardar a castidade das suas mulheres. Para ser utilizado o objeto metálico era devidamente ajustado ao corpo da esposa e depois trancado à chave pelo marido desconfiado, permanecendo desse jeito até que ele retornasse ao lar. Sobre tal costume alguns historiadores duvidam de que seja verdadeiro, enquanto outros acreditam que a razão da existência desse tipo de cinto não tinha nenhuma relação com a preocupação dos maridos quanto à fidelidade das esposas, mas sim com a certeza de que os filhos gerados por elas eram realmente deles, para que a linhagem familiar continuasse mantendo o domínio das propriedades.

8 – PROSTITUIÇÃO

Apesar de fortemente disseminada no senso comum, a idéia de que a prostituição seja a profissão mais antiga do mundo não encontra qualquer fundamento histórico ou antropológico, visto que os mais antigos registros de atividades humanas revelam as mais variadas especializações como agricultura e caça, mas raramente revelam indícios de prostituição, que normalmente exige um contexto social posterior. Entretanto, ainda na antiguidade, em muitas civilizações já desenvolvidas, a prostituição era praticada por meninas como uma espécie de ritual de iniciação quando atingiam a puberdade.

No Egito antigo e na região da Mesopotâmia viam-se que as práticas tinham uma ritualização. As prostitutas, consideradas grandes sacerdotisas (portanto sagradas), recebiam honras de verdadeiras divindades e presentes em troca de favores sexuais.

Na época em que a Grécia e Roma polarizaram o domínio cultural, as prostitutas eram admiradas, porém tinham que pagar pesados impostos ao Estado para praticarem sua profissão; deveriam também utilizar vestimentas que as identificassem, pois casos contrários eram severamente punidos.

Também na Grécia, existia um grupo de cortesãs, chamadas de hetairas, ou heteras, que freqüentavam as reuniões dos grandes intelectuais da época. Eram muito ricas, belas, cultas e consideradas de extrema refinação; exerciam grande poder político e eram extremamente respeitadas.

Em Israel a prostituição era severamente reprimida dentro da cultura judaica. Segundo a lei mosaica, as prostitutas poderiam ser sujeitas a penas severas até com a morte. No entanto, verifica-se que na prática houve situações de tolerância, como se vê na história de Raabe contada no livro de Josué durante a conquista de Jericó.

Durante a Idade Média houve a tentativa massiva de eliminar a prostituição, impulsionada em parte pela moral cristã, mas também no grande surto de DSTs (principalmente sífilis). Em contrapartida, havia o culto ao casamento cortês, onde a política e a economia sobrepujavam aos sentimentos, e as uniões eram arranjadas somente por interesse (que por si só já poder-se-ia considerar como prostituição), reforçam ainda mais a prostituição. Em muitas Cortes, o poder das prostitutas era muito grande: muitas tinham conhecimento de questões do Estado, tanto que a prostituição passou a ser regulamentada.

Em Portugal a atividade de prostituição entre adultos em Portugal não é considerada ilegal por si só, não incorrendo em penas nem aos clientes, nem às pessoas que se prostituem. No entanto, o fomento à prostituição ou a recolha de lucros pela atividade de prostituição de terceiros é considerado crime de lenocínio, punível com prisão.

No Brasil atividade de prostituição em si não é considerada ilegal, não incorrendo em penas nem aos clientes, nem às pessoas que se prostituem. Entretanto, o fomento à prostituição e a contratação de mulheres para atuarem como prostitutas é considerado crime, punível com prisão.

8.1- Prostituição na Internet

Hoje são cada vez mais comuns os sítios que divulgam o trabalho de garotas e garotos de programas. Muitos optam por construir blogs próprios a fim de evitarem os pagamentos mensais, quinzenais ou até semanais para a divulgação de suas fotos em sítios especializados.

9 – AMORES PICANTES

Depende do relacionamento e envolvimento das pessoas, geralmente são aqueles calientes, voluptuosos, que buscam satisfações plenas, carnais e/ou sentimental em que os parceiros utilizam seus órgãos genitais e dependendo do clima produtos eróticos encontrados em lojas especializadas como sex shop que vende mercadorias com finalidades eróticas como vibradores, bonecas insufláveis, acessórios de sadomasoquismo, lingerie erótica, fantasias eróticas, filmes pornográficos, preservativos, cremes eróticos, chaveirinhos em forma de pênis, calcinhas comestíveis, tanguinhas sugestivas, chocolates artísticos, cabaninhas para a masturbação e afins. Apesar de ser uma loja como quaisquer outras algumas pessoas possuem o pudor de entrar em uma, então são muito comuns os sex shops virtuais, em que o cliente faz o pedido via rede mundial de computadores(Internet) e se mantém no anonimato.

Os amores calientes são praticados em casas ou em outros lugares apropriados como motéis que adquirirem características de meios de hospedagens para encontros de casais, além de hospedarem viajantes.

9.1 – Sadomasoquismo

Refere-se a relações entre tendências diferentes entre pessoas buscando prazer sexual. O termo sadomasoquismo seria a relação entre tendências opostas, o sadismo e masoquismo. Pois, o sadismo é a tendência em uma pessoa que busca sentir prazer em impor o sofrimento físico e moral a outra pessoa, enquanto o masoquismo é a tendência oposta ao sadismo, pois leva a pessoa a sentir prazer em receber o sofrimento físico e moral de outra pessoa.

A relação destas duas tendências não representa que a mesma pessoa possui as duas tendências e sim um contato entre pessoas com tendências opostas, sadomasoquismo não é uma tendência e sim relações entre tendências.

10 – CONCLUSÃO

Amor é um sentimento nobre, sublime dos seres humanos que envolvem o corpo e a alma, é uma pureza de espírito desprovido de interesses escusos, mesquinhos.

Por outro lado, os amores picantes sempre existiram na história da humanidade desde a pré-história até período contemporâneo. É cediço que ao longo do tempo sua prática vem sofrendo mutações, adaptações e conquistando simpatizantes em todo o mundo.

Ressalta-se que o amor picante revigora um relacionamento desgastado pelo tempo e pela mesmice que na maioria das vezes assolam os parceiros heterossexuais, casados, solteiros, prostitutos, prostitutas. Entretanto, não é exclusivo destes, pois os envolvimentos homossexuais buscam também o amor picante que na verdade proporciona prazer e satisfação para os envolvidos, quer sejam, gays, lésbicas, bissexuais, amantes etc., nesses relacionamentos vale a busca do prazer e satisfação plena.

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