19/05/2024
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INSCRIÇÕES ONLINE PARA SAMBA ENREDO DA BEIJA-FLOR

A Secretaria de Estado da Cultura (Secma) iniciou, nesta quarta-feira (13), as inscrições online para a seleção de sambas-enredo de compositores maranhenses que desejam concorrer no carnaval 2012 da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis, do Rio de Janeiro, cujo tema “São Luís – O poema encantado do Maranhão” é uma homenagem aos 400 anos de fundação de São Luís, a serem celebrados em 2012. Os autores maranhenses interessados em participar têm até o dia 27 de julho para fazer suas inscrições pela página eletrônica da Secma (www.cultura.ma.gov.br).

O material postado pelos Correios deverá ser encaminhado para a Superintendência de Ação e Difusão Cultural (SADC/SECMA, à Rua Portugal, 303 – Praia Grande – CEP: 65.010- 480 – São Luís/Maranhão), aos cuidados da Sra. Malvina Mondego. Os concorrentes devem enviar letra do samba-enredo digitada e gravação do áudio em CD (devidamente identificado).
Cada compositor só poderá inscrever até duas composições: uma própria e outra em co-autoria. Devem ser informados os dados dos co-autores e respectivos pseudônimos artísticos, se tiverem. A não apresentação de qualquer dos itens, dentro do prazo estipulado implicará na não homologação da inscrição.

Da semifinal do concurso, que vai acontecer em clima de festival no dia 8 de setembro 2011 (aniversário de 399 anos da cidade) e corresponderá a uma semifinal do concurso, sairão três compositores classificados para a disputa final no Rio de Janeiro, em outubro. Membros da Comissão de Carnaval da Beija-Flor virão a São Luís para participar da escolha dos sambas maranhenses concorrentes.

O ENREDO
“São Luís – O Poema Encantado do Maranhão”

SINOPSE

Areias infindas das terras das palmeiras do meu país, depois do oceano, do areal extenso, o horizonte imenso, onde a terra esboça luz. Upaon-Açu, solo sagrado, terra de encantarias, onde vive em plena mata, a tribo dos homens nus. São guerreiros dos cumes dos montes, dos vastos horizontes, onde canta o sabiá. São combatentes bravos, que não se fizeram escravos do estalar do açoite dos que vieram te dominar.
Sem saber o que esperar, três Coroas te cobiçaram as riquezas, os relatos do Novo Mundo inflamaram as paixões, por cidades de ouro puro a serem descobertas, de fantásticos prazeres, ilusão hiperbólica dos seres, transformados em quimera bestial.
A França te fundou, Holanda te invadiu, mas Portugal conseguiu, por fim, te colonizar. Mas para tanto, o que se deu foi um quadro medonho e triste, que, ao surgir, no mar se achou. Abrindo as velas ao soprar das virações marinhas, surge espectro sombrio. Em meio às brumas, desenha grande navio, que traz um canto funeral. Choro, amargura e horror fazem do cúmulo da maldade, a mordaça da liberdade para triste multidão; o navio da escravidão, ferida aberta nos mares, vem macular os ares de São Luís do Maranhão.
Fatalidade atroz, envolve reis e rainhas, soberanos de selvas longínquas da majestade dos leões. Ontem belos, livres e bravos, agora míseros escravos; sem luz, sem lar, sem amplidões.
E a terra se desdobra, cresce, evolui, se renova, a ferro, fogo e escravidão. Mas nos planos divinos, nos reinos cristalinos, nos píncaros da luz eterna, surge nova terra, cultivada à força da oração.
Upaon-Açu, ressurge agora mística no poder dos voduns e ao som dos tambores de Daomé, na manifestação dos antigos e na força do candomblé. Desse misticismo santo, surge a alegria e o encanto das festas que te enfeitam, por vezes, como o Boi morto e ressuscitado da negra mãe Catirina, celebração divina em meio a enfeitados casarões de azulejos portugueses; teu folclore tem brilho farto, que à tua riqueza conduz.
Terra dos ludovicenses, Ilha do Amor e dos mitos da Fonte do Ribeirão, da terrível serpente encantada, da lenda da praia do olho dágua, de Iná princesa, e do milagre de Guaxenduba. Fala-se de uma sinhá incompreendida, que virou assombração, e no soar da meia-noite, surge o espectro sinistro, ouvem-se o ranger de correntes, estalar de açoites, seres sombrios como a noite, escravos arrastados em imenso turbilhão.
E a Sinhá Ana Jansen sofre agora, aprisionada em carruagem encantada por antigos escravos seus, furiosos, desesperados, cortejo de celerados, esquecidos filhos de Deus. E a cena só termina, quando o galo, na campina, anuncia o dia raiar.
São Luís, capital do Maranhão, terra de Alcione, de Joãozinho Trinta, de Zeca Baleiro, de Rita Ribeiro, do Reggae Brasileiro, de Gonçalves Dias, de Ferreira Gullar e Josué Montelo.
Vestindo a fantasia, vem celebrar nossa folia o fofão, o vira-lata, cruz-diabo, o corso do meretrício e as cabrochas a brincar com os mascarados dos salões do Moisés.
Em meio a tanta festa reluz o Eldorado da bauxita, minério batizado pela Coroa que te fundou e que desconheceu essa tua riqueza, que hoje é chama acesa para que possas progredir; na luz dos céus incomparáveis do futuro que te aguarda, na imensidão, para te consagrar, enfim, São Luís, pérola sagrada da Coroa encantada do glorioso Maranhão.

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