21/04/2024
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Lobão e Gastão Vieira estão fora da equipe de Dilma

Novo mandato de Dilma não terá políticos maranhenses 


Após possuir dois ministérios ao longo do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, Maranhão perde os cargos que ocupava no governo federal. Edison Lobão será substituído e Gastão Vieira não retorna


Diego Emir- O IMPARCIAL


A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem, por meio de nota oficial, os nomes dos novos integrantes do primeiro escalão do governo federal. Os maranhenses Edison Lobão (PMDB) e Gastão Vieira (PMDB), ficaram fora da lista e suas pastas (Minas e Energia, e Turismo) vão ter novo titular e manutenção do atual, respectivamente. Nas Minas e Energia entra o amazonense Eduardo Braga e no Turismo permanece Vinicius Lages, indicado por Renan Calheiros (PMDB).
 
O senador Edison Lobão será substituído no Ministério de Minas e Energia
O senador Edison Lobão será substituído no Ministério de Minas e Energia
Edison Lobão pode ter a opção de retornar ao Senado Federal, onde tem mandato até 2018. Já Gastão Vieira ficará sem mandato após perder a eleição para o Senado e em fevereiro ele se despede da Câmara Federal. Ambos foram procurados para comentar os seus destinos, mas não atenderam as ligações de nossa reportagem. Na manhã de ontem, Lobão disse a jornalistas que retornará ao seu mandato a partir do dia 1 de janeiro.
 
Ex-deputado federal Gastão Vieira não retornará ao Ministério de Turismo
Ex-deputado federal Gastão Vieira não retornará ao Ministério de Turismo
Entre os ministros que atuarão no segundo mandato da petista estão os governadores da Bahia, Jaques Wagner, do Ceará, Cid Gomes, e o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. O Palácio do Planalto também confirmou a permanência no primeiro escalão do ministro do Turismo, Vinícius Lajes (PMDB).
Neste novo lote de ministros, Dilma contemplou o PMDB, seu principal sócio no governo. O partido comandado pelo vice-presidência da República, Michel Temer, teve sua reivindicação atendida pela chefe do Executivo e passará a comandar seis pastas a partir de 2015. No primeiro mandato, a legenda aliada esteve à frente de cinco ministérios.
Os peemedebistas deixarão a gestão do Ministério da Previdência, porém, passarão a administrar as secretarias da Pesca e dos Portos, que também têm status de ministério.
A expectativa em Brasília é que Dilma conclua a reforma ministerial de seu segundo governo na próxima segunda-feira (29), dia em que ela retornará de um descanso com a família no litoral da Bahia. A presidente deve embarcar amanhã com a filha Paula e o neto Gabriel para a Base Naval de Aratu, localizada na península São Tomé de Paripe, no subúrbio ferroviário de Salvador. Desde que assumiu a Presidência, em 2011, ela tem escolhido a base militar baiana para repousar nos dias de folga.
Os novos ministros assumirão os cargos somente na próxima semana, após a posse da presidente reeleita, no dia 1º de janeiro. Além dos nomes anunciados hoje, já estavam confirmados desde o final de novembro os futuros titulares da equipe econômica: Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento), Alexandre Tombini (Banco Central) e Armando Monteiro (Desenvolvimento, Indústria e Comércio). Mesmo sem terem sido empossados, os quatro futuros ministros da área econômica já vinham trabalhando no processo de transição.

Henrique Alves
Cotado para assumir uma pasta na Esplanada dos Ministérios, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), divulgou nota oficial nesta terça na qual informou ter solicitado ao vice-presidente da República, Michel Temer, que seu nome não seja incluído na reforma ministerial.

Na última sexta-feira (19), reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” afirmou que o nome de Henrique Alves faz parte de uma lista de 28 políticos supostamente mencionados na delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.
No comunicado, o presidente da Câmara diz que antes de ter seu nome analisado para o primeiro escalão, quer esclarecer o que o antigo dirigente da estatal declarou ao Ministério Público Federal.

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