20/01/2026
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‘Lobinho 30’ é o Judas do Laborarte

Confiram o Testamento, escrito por Camila Reis, Moizés Nobre e Zeca Tocantins


Foto: TESTAMENTO DE JUDAS 2014 - do Laborarte I. Abram alas senhores, abram alas senhoritas, peço atenção de todos putas, mendigos e polícia Sem medo queridos vilões, aproximem-se ladrões chegou a hora da partilha.  II Como diz o mandamento verdades hoje romperão e na luz de Jesus Cristo meus pecados queimarão encaro a dor de frente meu mérito é minha patente sou o Judas desta Nação  III A Excelentíssima Governadora  do estado do Maranhão eu deixarei de herança o beijo da traição ela botou pra fuder entregando ao PT a aliança da submissão  IV Galopou Luís Fernando mais caiu da montaria. Tinha sebo nas costas do cavalo que corria. Fui eu que fiz o melado deixei tudo preparado só pra vê a queda um dia.  V Deixo ao Luís Fernando que foi um grande peão para fazer bom uso um poço de decepção  que ele teve com a branca só que ela não se manca e do osso não abre mão  VI Fui eu quem tirei ele da disputa eleitoral. Botei o Edison Lobinho camarada genial. Não conhece eleitor mas pousa de Senador no Distrito Federal.  VII Essa pérola política devolvo ao Maranhão. Quem gosta de merda faça boa refeição. Nunca foi de trabalhar mais sabe a vida gozar com os afagos da Nação.  VIII Pra dirigir a Caema eu assinei um decreto. Botei o Ricardo Murad pra ver o problema de perto. Declarou solenemente o Maranhão francamente é um esgoto a céu aberto.  IX Deixarei pra Flavio Dino o cargo de governador para livrar o Maranhão deste animal predador chamado de Sarney que consegue burlar a lei sempre causando terror  X Para Flavio Dino e o nosso PCdoB deixo aqui no testamento uma herança de arder vejam só que asneira Raimundo Cutrim e Zé Vieira comunistas pra valer  XI Deixo para Flávio Dino uma esquerda incompetente. Que nunca soube se unir por um Maranhão decente. Vivem sempre se matando se batendo, se estranhando nunca dá um passo à frente.  XII Pra Refinaria Premium que empregou tanta gente. Deixo para Roseana minha vaga de gerente. Ficou tudo no discurso foi um abraço de urso no corpo de muita gente.  XIII Ao ilustre “companheiro” conselheiro do TCE  deixarei como herança um grande rosário de fé para que um dia ele consiga que Dutra não lhe persiga e Bira largue do seu pé   XIV Deixo minhas condolências a velha resistência do PT sem Bira e sem Dutra o que hão de fazer? Saiam desse cabaré é melhor dar no pé que abraçar o PMDB  XV Pr’essa resistência  que não resiste a nada deixarei de herança uma aliança enferrujada Carlito Reis não tenha medo pois não é nenhum segredo onde tu fez nova morada  XVI Tem empresários e políticos na mira da Federal. A operação Lava-Jato tenta dar uma geral. Estes filhos da usura saqueiam as Prefeituras na maior cara de pau.  XVII Deixo em fitas de vídeos revelando toda a trama. Empresários e Políticos atores do mesmo drama. Vestidos de honestidade deixaram suas verdades todas enterradas na lama.  XVIII Falar verdade é um crime de alta periculosidade. Coronel Melo sentiu as dores desta verdade. Dei-lhe a exoneração pra respeitar o Maranhão o império da falsidade.  XIX Ao prefeito Holandinha de herança vou deixar os buracos da cidade para ele se afogar o povo não aguenta meu carro se arrebenta e ele manda eu me lascar  XX Ao vereador Pereirinha que vez por outra tá doente deixo um bloco de licença para ele de presente e pra fazer zum-zum-zum deixou Astro de Ogum no cargo de presidente  XXI Pra Copa 2014 Não perder a batucada Deixo uma caixirola  De palha velha encaruxada O Brown tava com tudo mas no meio do jogo sujo a caxixi virou pedrada  XXII Enquanto a Copa não chega o circo vai sendo armado a Fifa manda e desmanda e a Valeska deixa o recado No ombro um beijinho no rabo um cacetinho se não gostou fica calado  XXIII Pra compra da Pasadina dei a minha comissão. Quem comprou tomou no cu quem vendeu ganhou bilhão. Esses negócios escroto tá levando pros esgotos o patrimônio da Nação.  XXIV É assim que a Petrobras trata seus investidores. esse negócio que faz só lucraram os diretores. A essa quadrilha maldita deixo a polícia na pista  Na Pedrinhas dos horrores.  XXV Para saciar as raposas do velho PMDB deixarei como herança para cada um comer independente do nome cada um matará a fome  desgraçada do poder  XXVI Vou mandar fazer um muro pra isolar banqueiro. que tira o couro do povo agiotando dinheiro. Na escalada dos juros pobre condena o futuro no mercado financeiro.  XXVII Deixo quadro e professor pra garantir o regime. Se a Ilha é rebelde Pedrinhas joga no time. Essa penitenciária virou Universidade no triste mundo do crime.  XXVIII Para Chico Gonçalves este grande jornalista deixo minha cobraça em prol de cada artista Nelson Brito, que maldade hoje o circo da cidade é fotografia de revista  XXIX Já pra  Nelsinho que quer ser vereador eu deixo uma lagosta Pr’ele comer como doutor Ser político é difícil Tem de ter o bolso rico E distribuir com amor  XXX Ao poeta Moizes Nobre deixo mais uma vez só que agora a herança pra surpresa de vocês não é título de brigão mas sim, o de cidadão da cidade de Santa Inês  XXXI Lá no Uruguai as coisas ficaram bacana eu mesmo já fui lá peidar e fumar diamba Ao lado velho Mujica fiz manifesto socialista e legalizamos a erva santa  XXXII Eu grito “É proibido proibir” como em antigos festivais e deixo minha biografia estampada em jornais depois mando um abraçaço pois no país do cangaço Lampião tem seu cartaz  XXXIII E pros vascaínos desligarem a televisão deixarei alguns ingressos  de um duelo no Castelão Mas segurem o tricolor Pois se parar no corredor Cai na boca do tubarão  XXXIV Um balde de paciência deixo ao mestre de tambor que toda sexta-feira expulsa alguém do crivador naquela balada universitária Patricinha roda a saia e tamborzeiro quer ser doutor  XXXV Minha energia musical Vai pro BR 135 onde vi Bandeira de Aço aclamado feito um hino Alê e Luciana Simões levem meus últimos tostões  pra continuarem o caminho  XXXVI Lá pras bandas de Codó a macumba reina Bita toca tambor e não é de gafieira  Do bucho ele tira rã faz do Quinto a campeã e a Favela a terceira  XXXVII No Maranhão na tela Eu vi até xiri escaldado Pois não era Patativa Que deixou a Cine lotado No meio do filme alguém gritou Xiri meu eu não dou Ele não merece ser estuprado  XXXVIII Lá pras banda do céu eu vi a Britosa abraçar Dona Elza e Chico Coimbra que no caroço fizeram um par São Pedro anda purpurinado Com um modelito envocado que Chico trouxe de cá  XXXIX O enxofre começa a cheirar como o crack de cada esquina é cagando e andado que vou ao encontro da mina sinto meu corpo tremer minha carne a derreter - Fogo é a minha sina!  XL Eu convido nesta hora  O público aqui presente Para darmos um fim  Neste lobo insolente Avante grande nação Salvemos o Maranhão Desta oligarquia decadente.  Eden Jr Soares JuniorCelso José Brandão SantosAlan KardekSóstenes SalgadoHenrique BóisCamila ReisWilson MartinsWilson CajuVinicius BogeaLucas NetoJosé Cordeiro FilhoFernando OliveiraSergio FelipeInacio PinheiroJulio Cesar da HoraPaulo Caruá CaruáLauro Vasconcelos VasconcelosMarden RamalhoFranklin DouglasGilberto LimaAdemar Monteiro
I.
Abram alas senhores,
abram alas senhoritas,
peço atenção de todos
putas, mendigos e polícia
Sem medo queridos vilões,
aproximem-se ladrões
chegou a hora da partilha.

II
Como diz o mandamento
verdades hoje romperão
e na luz de Jesus Cristo
meus pecados queimarão
encaro a dor de frente
meu mérito é minha patente
sou o Judas desta Nação

III
A Excelentíssima Governadora
do estado do Maranhão
eu deixarei de herança
o beijo da traição
ela botou pra fuder
entregando ao PT
a aliança da submissão

IV
Galopou Luís Fernando
mais caiu da montaria.
Tinha sebo nas costas
do cavalo que corria.
Fui eu que fiz o melado
deixei tudo preparado
só pra vê a queda um dia.

V
Deixo ao Luís Fernando
que foi um grande peão
para fazer bom uso
um poço de decepção
que ele teve com a branca
só que ela não se manca
e do osso não abre mão

VI
Fui eu quem tirei ele
da disputa eleitoral.
Botei o Edison Lobinho
camarada genial.
Não conhece eleitor
mas pousa de Senador
no Distrito Federal.

VII
Essa pérola política
devolvo ao Maranhão.
Quem gosta de merda
faça boa refeição.
Nunca foi de trabalhar
mais sabe a vida gozar
com os afagos da Nação.

VIII
Pra dirigir a Caema
eu assinei um decreto.
Botei o Ricardo Murad
pra ver o problema de perto.
Declarou solenemente
o Maranhão francamente
é um esgoto a céu aberto.

IX
Deixarei pra Flavio Dino
o cargo de governador
para livrar o Maranhão
deste animal predador
chamado de Sarney
que consegue burlar a lei
sempre causando terror

X
Para Flavio Dino
e o nosso PCdoB
deixo aqui no testamento
uma herança de arder
vejam só que asneira
Raimundo Cutrim e Zé Vieira
comunistas pra valer

XI
Deixo para Flávio Dino
uma esquerda incompetente.
Que nunca soube se unir
por um Maranhão decente.
Vivem sempre se matando
se batendo, se estranhando
nunca dá um passo à frente.

XII
Pra Refinaria Premium
que empregou tanta gente.
Deixo para Roseana
minha vaga de gerente.
Ficou tudo no discurso
foi um abraço de urso
no corpo de muita gente.

XIII
Ao ilustre “companheiro”
conselheiro do TCE
deixarei como herança
um grande rosário de fé
para que um dia ele consiga
que Dutra não lhe persiga
e Bira largue do seu pé

XIV
Deixo minhas condolências
a velha resistência do PT
sem Bira e sem Dutra
o que hão de fazer?
Saiam desse cabaré
é melhor dar no pé
que abraçar o PMDB

XV
Pr’essa resistência
que não resiste a nada
deixarei de herança
uma aliança enferrujada
Carlito Reis não tenha medo
pois não é nenhum segredo
onde tu fez nova morada

XVI
Tem empresários e políticos
na mira da Federal.
A operação Lava-Jato
tenta dar uma geral.
Estes filhos da usura
saqueiam as Prefeituras
na maior cara de pau.

XVII
Deixo em fitas de vídeos
revelando toda a trama.
Empresários e Políticos
atores do mesmo drama.
Vestidos de honestidade
deixaram suas verdades
todas enterradas na lama.

XVIII
Falar verdade é um crime
de alta periculosidade.
Coronel Melo sentiu
as dores desta verdade.
Dei-lhe a exoneração
pra respeitar o Maranhão
o império da falsidade.

XIX
Ao prefeito Holandinha
de herança vou deixar
os buracos da cidade
para ele se afogar
o povo não aguenta
meu carro se arrebenta
e ele manda eu me lascar

XX
Ao vereador Pereirinha
que vez por outra tá doente
deixo um bloco de licença
para ele de presente
e pra fazer zum-zum-zum
deixou Astro de Ogum
no cargo de presidente

XXI
Pra Copa 2014
Não perder a batucada
Deixo uma caixirola
De palha velha encaruxada
O Brown tava com tudo
mas no meio do jogo sujo
a caxixi virou pedrada

XXII
Enquanto a Copa não chega
o circo vai sendo armado
a Fifa manda e desmanda
e a Valeska deixa o recado
No ombro um beijinho
no rabo um cacetinho
se não gostou fica calado

XXIII
Pra compra da Pasadina
dei a minha comissão.
Quem comprou tomou no cu
quem vendeu ganhou bilhão.
Esses negócios escroto
tá levando pros esgotos
o patrimônio da Nação.

XXIV
É assim que a Petrobras
trata seus investidores.
esse negócio que faz
só lucraram os diretores.
A essa quadrilha maldita
deixo a polícia na pista
Na Pedrinhas dos horrores.

XXV
Para saciar as raposas
do velho PMDB
deixarei como herança
para cada um comer
independente do nome
cada um matará a fome
desgraçada do poder

XXVI
Vou mandar fazer um muro
pra isolar banqueiro.
que tira o couro do povo
agiotando dinheiro.
Na escalada dos juros
pobre condena o futuro
no mercado financeiro.

XXVII
Deixo quadro e professor
pra garantir o regime.
Se a Ilha é rebelde
Pedrinhas joga no time.
Essa penitenciária
virou Universidade
no triste mundo do crime.

XXVIII
Para Chico Gonçalves
este grande jornalista
deixo minha cobraça
em prol de cada artista
Nelson Brito, que maldade
hoje o circo da cidade
é fotografia de revista

XXIX
Já pra Nelsinho
que quer ser vereador
eu deixo uma lagosta
Pr’ele comer como doutor
Ser político é difícil
Tem de ter o bolso rico
E distribuir com amor

XXX
Ao poeta Moizes Nobre
deixo mais uma vez
só que agora a herança
pra surpresa de vocês
não é título de brigão
mas sim, o de cidadão
da cidade de Santa Inês

XXXI
Lá no Uruguai
as coisas ficaram bacana
eu mesmo já fui lá
peidar e fumar diamba
Ao lado velho Mujica
fiz manifesto socialista
e legalizamos a erva santa

XXXII
Eu grito “É proibido proibir”
como em antigos festivais
e deixo minha biografia
estampada em jornais
depois mando um abraçaço
pois no país do cangaço
Lampião tem seu cartaz

XXXIII
E pros vascaínos
desligarem a televisão
deixarei alguns ingressos
de um duelo no Castelão
Mas segurem o tricolor
Pois se parar no corredor
Cai na boca do tubarão

XXXIV
Um balde de paciência
deixo ao mestre de tambor
que toda sexta-feira
expulsa alguém do crivador
naquela balada universitária
Patricinha roda a saia
e tamborzeiro quer ser doutor

XXXV
Minha energia musical
Vai pro BR 135
onde vi Bandeira de Aço
aclamado feito um hino
Alê e Luciana Simões
levem meus últimos tostões
pra continuarem o caminho

XXXVI
Lá pras bandas de Codó
a macumba reina
Bita toca tambor
e não é de gafieira
Do bucho ele tira rã
faz do Quinto a campeã
e a Favela a terceira

XXXVII
No Maranhão na tela
Eu vi até xiri escaldado
Pois não era Patativa
Que deixou a Cine lotado
No meio do filme alguém gritou
Xiri meu eu não dou
Ele não merece ser estuprado

XXXVIII
Lá pras banda do céu
eu vi a Britosa abraçar
Dona Elza e Chico Coimbra
que no caroço fizeram um par
São Pedro anda purpurinado
Com um modelito envocado
que Chico trouxe de cá

XXXIX
O enxofre começa a cheirar
como o crack de cada esquina
é cagando e andado
que vou ao encontro da mina
sinto meu corpo tremer
minha carne a derreter
– Fogo é a minha sina!

XL
Eu convido nesta hora
O público aqui presente
Para darmos um fim
Neste lobo insolente
Avante grande nação
Salvemos o Maranhão
Desta oligarquia decadente.


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