20/05/2024

Marquês de Sapucaí ficará quatro meses em obras para se adequar às exigências de segurança do Corpo de Bombeiros

Adiados por conta da pandemia do novo coronavírus, que mantém os barracões das escolas de samba fechados e impede aglomerações, os desfiles do carnaval de 2021 não poderão acontecer antes de maio. Isso porque a Marquês de Sapucaí entrará em obras em dezembro, e a previsão é que a Passarela só esteja liberada em abril.

Conforme antecipou nesta quarta-feira (7) a coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo, as obras são necessárias para que o Sambódromo ganhe o certificado definitivo de aprovação do Corpo de Bombeiros. A falta do documento já até motivou pedido de interdição da Sapucaí pelo Ministério Público, em 2019.

Em setembro, a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) anunciou que o desfile não aconteceria em fevereiro. A nova data ainda não foi definida, e há quem defenda que o espetáculo só aconteça quando houver vacina para a Covid-19. A mudança no calendário possibilitou a marcação da obras, que, na verdade, são um complemento do que já foi feito no início deste ano.

O projeto é de melhoria estrutural e serão feitas intervenções como a instalação de hidrantes, extintores e corrimão nas arquibancadas, alé da adequação na infraestrutura de atendimento dos bombeiros, como mangueiras e execução do sistema de iluminação de emergência. Segundo o cronograma, ao qual o EXTRA teve acesso, na segunda quinzena deste mês deverá ser publicado o edital de licitação. As obras começariam no fim de dezembro e iriam até meados de abril, quando, então, serão necessários pelo menos sete dias de ensaios e testes de aceitação.

Em fevereiro, a prefeitura fez a primeira etapa das intervenções estruturais para adequar o Sambódromo às exigências de segurança do Corpo de Bombeiros a tempo do carnaval. Foram trocados quadros elétricos e refletores. As arquibancadas foram reformadas, o que inclusive reduziu 30% da capacidade de público dos setores populares. Com isso, a Marquês de Sapucaí recebeu uma liberação pontual para os desfiles por parte do Corpo de Bombeiros, mas ainda não estava apta a ter o certificado definitivo, que garante a permissão para realizar qualquer tipo de show ou festa no local.

Pelo planejamento inicial, todas as etapas da obra seriam cobertas com recursos do Ministério do Turismo. Mas, com a demora na liberação dos R$ 8,1 milhões prometidos pelo governo federal, a reforma feita no início deste ano foi paga pela prefeitura e custou pouco mais de R$ 3 milhões.

Agora, os recursos do governo federal estão de fato liberados, e a prefeitura pretende usar pelo menos R$ 7,5 milhões da verba do ministério nesta nova etapa. Presidente em exercício da Riotur, a empresa de turismo da Prefeitura do Rio, Fabrício Villa Flor comemorou a possibilidade de concluir as melhorias da Sapucaí para, enfim, obter o Certificado de Aprovação (CA) do Corpo de Bombeiros.

— Essa obra é um presente não somente para a nossa cidade, mas para todo o nosso país, uma vez que entramos no campo da manifestação cultural e preservamos esse espaço histórico que respira samba — afirmou Villa Flor, em nota.

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