20/01/2026

Novo levantamento aponta Maranhão com a pior expectativa de vida do país

Estado também possui a 2ª pior taxa de mortalidade infantil. Dado foi divulgado pelo IBGE nesta quinta (29).

O Maranhão é o estado com a pior expectativa de vida e a segunda pior taxa de mortalidade infantil do país, segundo o último dado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta quinta-feira (29).

Expectativa de vida ao nascer em 2017 no Brasil — Foto: Claudia Peixoto/Arte G1

Os dados são referentes ao ano de 2017, quando o país conseguiu crescer a expectativa de vida para 76 anos, o que representa um acréscimo de 3 meses e 11 dias em relação a 2016.

O Maranhão é o estado com a pior expectativa de vida e a segunda pior taxa de mortalidade infantil do país, segundo o último dado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta quinta-feira (29).

 

Os dados são referentes ao ano de 2017, quando o país conseguiu crescer a expectativa de vida para 76 anos, o que representa um acréscimo de 3 meses e 11 dias em relação a 2016.

 

A mortalidade infantil também declinou neste período. Em 2016, de cada mil nascidos vivos, 15,5 não completavam os 5 anos de idade no país. Em 2017, esta taxa foi de 14,9 por mil, representando um declínio de 3,9% em relação ao ano anterior.

Expectativa de vida no MA

Segundo o IBGE, a expectativa de vida ao nascer de uma criança no Maranhão é de 70,9 anos, a pior dentre todos os estados do país. O estado mais bem colocado é Santa Catarina, com 79,4 anos. Para o IBGE, uma criança nascida no Maranhão esperaria viver, em média, aproximadamente 8,5 anos a menos que uma criança nascida em Santa Catarina. A média nacional é de 76 anos.

No caso dos homens, a média nacional é de 72,5 anos. Nesse quesito, o Maranhão está empatado com o Piauí com a pior expectativa de vida, que atinge 67,1 anos.

Já entre as mulheres, a expectativa de vida no Maranhão é de 74,8 anos, considerada a segunda pior dentre todos os estados do Brasil, atrás apenas de Roraima, com 74,6 anos. A média nacional para mulheres é de 79,6 anos.

Mortalidade infantil no MA

De acordo com o IBGE, o Maranhão tem a segunda pior taxa de mortalidade infantil do país, com 20,3 óbitos de crianças menores de 1 ano para cada 1.000 nascidos vivos.

A menor taxa de mortalidade infantil foi encontrada no Estado do Espírito Santo, com 8,4 óbitos. A maior pertenceu ao Estado Amapá, com 23 por mil. A média nacional da taxa de mortalidade infantil é de 12,8 óbitos de crianças menores de 1 ano para cada 1.000 nascidos vivos.

O G1 entrou em contato e aguarda retorno do Governo do Maranhão sobre os dados de 2017 de expectativa de vida e mortalidade infantil.

Expectativa de vida do brasileiro ao nascer foi de 76 anos em 2017, diz IBGE

Segundo dados sobre mortalidade divulgados nesta quinta-feira (29), brasileiro que nasceu em 2017 deve viver, em média, três meses a mais que os nascidos em 2016. A mortalidade infantil caiu.

A expectativa de vida ao nascer no Brasil era de 76 anos em 2017, um aumento de três meses e onze dias em relação ao ano anterior, segundo informou nesta quinta-feira (29) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2016, a expectativa de vida ficou em 75,8 anos para o total da população.

Esse número vem crescendo desde 1940: naquele ano, a expectativa de vida ao nascer era de apenas 45,5 anos.

Expectativa de vida do brasileiro ao nascer (1940 – 2017)

Brasileiro nascido em 2017 vive em média dois meses a mais que os que nasceram há dois anos

As mulheres vivem mais: enquanto a expectativa de vida ao nascer delas foi, em 2017, de 79,6 anos, a dos homens ficou em 72,5. Até nos bebês essa tendência se repete: a cada mil meninos nascidos no ano passado, 13,8 não chegavam ao primeiro ano de vida. Para as meninas, essa taxa ficou em 11,8 a cada mil.

É um padrão que se repete ao longo da vida: aos 20 anos, as mulheres também têm 4,5 vezes mais chances de chegar aos 25 do que os homens. Para o IBGE, essa diferença pode ser explicada pela maior taxa de homicídios, suicídios, acidentes de trânsito e outras mortes não naturais entre os homens. Segundo o Instituto, essas causas de morte começaram, nos anos 80, a ter um papel significativo nas taxas de morte da população masculina brasileira.

Menos crianças morrendo

A mortalidade na infância — de crianças abaixo dos cinco anos — também caiu. A cada mil nessa faixa etária em 2017, 14,9 morreram. Há dois anos, a cada mil crianças com essa idade, eram 15,5 mortes.

As chances de morrer também eram maiores antes do primeiro ano de vida: 85% das que faleceram no ano passado antes de completar cinco anos não tinham nem sequer um ano de idade. Mesmo assim, as taxas de morte nessa idade também vêm diminuindo ao longo do tempo: em 2017, a cada mil crianças que nasceram, 12,8 não comemoram o primeiro aniversário. Em 2010, esse número alcançava 17,2.

Previdência

 

Os cálculos são divulgados pelo IBGE no Diário Oficial porque afetam o fator previdenciário e, por consequência, o cálculo das novas aposentadorias por tempo de contribuição concedidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

 

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