O SENTIDO DO NATAL
Em meados do mês de dezembro, o que permeia na cabeça de todos é a tão esperada festa natalina, seguida do tradicional Réveillon, com as queimas de fogos e um bom champanhe pró-seco para comemorar a entrada de ano, na espera de que o ano que vem seja melhor do que o anterior.
Em bate-papos corriqueiros com amigos e inclusos nesse bate-papo, com o grande Joel Jacinto, resolvemos falar do tão esperado natal, inúmeros pensamentos vieram à cabeça de todos: roupa nova, aquele belíssimo presente, o saboroso peru, o champanhe importado, o vinho de primeira qualidade só tomando em datas especiais, os diversos tipos de guloseimas, a cerveja na casa dos amigos, a chegada daquela pessoa
tão esperada… Enfim, os mais diversos tipos de pensar representam o natal, de uma forma egoísta, consumista e perdulário.
O amigo J.J., em tom prudente, lembrou-se o natal de tempos idos, onde o chocolate quente e o delicioso bolo de tapioca faziam parte das maiores ceias de muitas pessoas, onde a fraternidade, e a esperança por dias melhores permeavam a cabeça de muitos; eram felizes e não sabiam; o presente era sempre o necessário, nada de gastos desnecessários; e a felicidade era completa.
Relatei a ele e aos demais, que fiz um passeio em anos passados, próximo ao dia que antecedia o natal e vi o que muitos dizem o que seja o natal: visitei asilos e vi a tristeza e a solidão presente em todos os rostos tão estarrecidos e sofridos à espera de um presente ou de um afeto qualquer; visitei hospitais públicos onde a solidão, a dor, o desespero das pessoas me faziam chorar, nas maternidades sempre a nascer mais um, com a esperança de um mundo melhor.
Passei por inúmeras casas, albergues e abrigos, porém o que me chamou a atenção foi passar por um “lupanar”, ou seja, casa que dizem de tolerância e fui surpreendido pelo modo em que viviam aquelas pessoas, pobres mulheres, sem respeito e sem ninguém e que levam o epíteto de vida fácil, e que não tem direito nem a um natal digno; nem com a família; nem com o saboroso peru; nem com o tão delicioso bolo de tapioca e chocolate quente.
Amados o 25 de dezembro, foi escolhido pelos homens para comemorar o dia da vinda do Cristo a este mundo, data que se comemora a maior festa cristã, porém não compreendida por muitos.
O maior homem a que se comemora o natal, nasceu em uma estrebaria, foi o mais pobre de todos os homens e deu um exemplo de humildade, amor, sabedoria, e hoje, é dado como o maior homem que pisou nesta terra e mesmo assim, ainda não é compreendido por nós.
A essência do natal, em que se comemora o nascimento do Cristo e o seu sentimento: o amor, o perdão, a humildade, a reconciliação, a paz, a união. É, portanto o pensamento que permeia apenas na passagem do dia 24 para os 25, entre os homens de uma forma egoísta e individualista.
O 25 de dezembro não pode ser vivido apenas neste dia e sim nos 365 dias em que vivemos.
Amigos que possamos ver cada um de nós como verdadeiros irmãos, sem distinção de raça, de classes sociais ou religiões, que possamos seguir os ensinamentos do Cristo e que o verdadeiro sentido do natal possa reinar nos nossos corações nos 365 dias.
