14/04/2024
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Poeta de jornalista Herbert de Jesus Santos lança o livro a origem da Festa de São Pedro, na Madre de Deus, na próxima sexta-feira (10 de julho),

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            Com o fim de não haver mais nenhuma dúvida sobre a origem da Festa de São Pedro,  na Madre de Deus, será lançado, na próxima sexta-feira (10 de julho), com quase 300 páginas, e fotos marcantes, o livro Tudo a ver com o Peixe de São Pedro (A Festa do Pedro Santo, O Padroeiro dos Pescadores, no Bairro da Madre de Deus), o 14.º do jornalista, poeta e prosador Herbert de Jesus Santos. A noite de autógrafos acontecerá na capela do patrono, para a qual,  o autor já está convidando amigos admiradores, colegas jornalistas e escritores, segmentos universitários, e brincantes e dirigentes de grupos folclóricos, e autoridades constituídas.    

            


   Conforme Herbert, dentre os equívocos achados nos periódicos, consta que São Pedro é o padroeiro dos bumba-bois, não São João. Em28.6.2005, foidivulgado: “De acordo com texto assinado por uma pesquisadora, a festa de São Pedro teve início com uma programação exclusivamente religiosa, comandada pelos pescadores da Madre Deus. Com o passar dos anos e a consolidação do festejo, o primeiro batalhão de bumba-meu-boi compareceu ao evento”. “Há registros de que o Boi de Iguaíba tenha sido o primeiro grupo a visitar a Capela de São Pedro, seguido, em anos posteriores, pelos grupos de bumbas-meu-boi da Fé em Deus, Maioba e Vila Passos”, saiu em texto publicado no folder da Festa de São Pedro em 2000. “O presidente do Boi de Iguaíba, Carlos Alberto da Silva, o Carrinho, confirmou a informação”: “Fizemos uma pesquisa em 2000 para sabermos a idade do boi. Foi assim que, conversando com os mais antigos, soubemos que o batalhão foi o primeiro a visitar a Capela de São Pedro no dia do santo, em 1930”, salientou.                                                                         Segundo Herbert, “A Festa de São Pedro começou na Madre de Deus, em 1940,  ficando impossível ao Boi do Iguaíba visitar a capela dez anos antes, se o  evento foi  iniciado uma década depois”.Ele citou a precipitação de outro jornal, em 27.6.2011: “Morando há 23 anos na Madre Deus, a coordenadora do festejo, que assumiu neste ano,disse que, para ela, esta é uma festa secular, pois sempre ouviu pessoas, na casa dos 70 a 80 anos, contando o que ouviram dos pais e avós.Sou de Viana e sempre fui católica praticante. Quando vim para a Madre Deus, fui aos poucos participando, e agora assumi a coordenação, que faço com muita devoção”.Contou que as celebrações religiosas começaram depois que a atual capela foi construída: “Antes, quando a capela era na parte de baixo, não havia essas celebrações diárias e agora, a festa ficou completa”, ressaltou.                                                                                  Rezando a missa completa — Herbert ressalvou que a parte religiosacomeçou já em 1940, antes da primeira capela de alvenaria, edificada embaixo, em 1949: “Havia, inclusive, atrações que não temos hoje, quanto leilão de prendas, queima de fogos mais bonitos, quanto os da imagem de São Pedro, e a ronqueira, um artefato de madeira e um pequeno canhão, que detonava bucha e pólvora para o Rio Bacanga, e batizados.Entrevistada por um dos nossos jornais, por não haver nascido nobairro,a devota supracitada não tinha os conhecimentos de fontes fidedignas, queconvidei,ao templo do santo, em 2007, qualFrancisca Batista (D. Chica), hoje, com 86 anos, que revelou que se iniciou em 1939, no Desterro, vindo, em 1940, para a Madre de Deus, onde havia os pescadores, como Filomeno dos Santos, seu marido, e o pescador aposentado José Raimundo Carvalho, o Zé de Zuleide, na reunião, com 102 anos, com informações da capela de alvenaria, em 1949, confirmadas pelo que pesquisei  na Biblioteca Benedito Leite: em O Imparcial, de 28.6. 1949, o presidente e o tesoureiro da Colônia dos Pescadores Z-1 Almirante Barroso, Severino Godofredo dos Santos e Gregório Tito de Sena, respectivamente, convidam São Luís para a sua inauguração, no dia 29, com missa solene, e a procissão marítima da Madre de Deus, indo na frente da Igreja dos Remédios até à Ponta d´Areia, e dali regressando, e agradecem o apoio do industrial e político César Aboud.”                  A História correta: em 2015, com 75 anos—Consoante ainda Herbert, em 2014, os jornais começaram a seguir um release que ele mandou para a Redação, em que provava o começo da festa, em 1940, com reza, no largo  de uma capela de taipa e palha:“Em 1945,  criaram a comissão organizadora. Assim, a festa ganhou os noitantes (homenageados em todas as noites de junho, de pescadores a donas de casas, etc.), leilão de prendas, procissões terrestre e marítima, além da louvação de bumba-bois, com os de zabumba e os de matraca, no encontro, atualmente, com grupos de todos os sotaques. A capela foi reformada três vezes, duas delas pela Prefeitura de São Luís, em 1973 e 1996. A arquitetura atual data de 1997 e foi feita pelo Governo do Estado, na primeira gestão da governadora Roseana Sarney.”                   Fonte de referência —  O autor do livro esclarecedor finalizou: “Eu nasci na Praia da Madre de Deus, extinta, em 1970, com a inauguração da Barragem do Bacanga,  atrás da primeira capela, filho e sobrinho de alguns dos pescadores, dentre os que originaramo festejo, ali, e neto da primeira zeladora da igrejinha. O livro tem todas as informações, fotos, passagens pitorescas, que espero, doravante, servir de fonte de referência.”                                        Pedro Santo, em 2015, o mais forte dos últimos anos— Herbert de Jesus Santos enfatizou, eufórico, que assistiu ao fortalecimento da Festa de São Pedro, na terra como no mar, em 2015, pois o arraial teve apoio da Secma (Secretaria do Estado da Cultura), quando desde cedo brincaram cordões, como o da Maioba, e antes só começavam a chegar de madrugada, para a louvação, no largo da capela. “Gostei muito de ver a revitalização do evento,  que a Minha Avó, a primeira zeladora da igrejinha original, e Meu Pai, com seus colegas pescadores, ajudaram a criar!”—otimizou.
                                                                                                                                             
Foto (1): Arquivo pessoal  
 Entre D. Chica eIsabel (Bela), Gervásio e João Batista dos Santos, seus primos, Herbert, ouvindo o centenário Zé de Zuleide, registrou a origem da Festa de São Pedro
Foto (2):  Laura Lima                                                                                                                 legenda:  Amigos de infância, Herbert (E) e César Lima, desde 1964, no Rio, na Festa de São Pedro(2015) e com livros recentes deste autor

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