Dos desfiles fracos e dos sem-desfiles (Comunitários repudiam a presença dos mesmos na eleição à diretoria da Turma do Quinto) Logo ao resultado da eleição para a nova diretoria da Sociedade Recreativa e Cultural Escola de Samba Turma do Quinto, no sábado passado, recebi comentários ansiosos de admiradores da agremiação pela continuidade de indivíduos que fizeram mal para ela.
Estavam se referindo a Lílio Guega, que, quando presidente, no ano retrasado, havia recebido uma quantia considerável, para a montagem do enredo, e foi o que não aconteceu; e John Wilson, eleito presidente, agora, e criticado por botar um jovem mais inexperiente presidente para ele manobrar, no ano passado, Silvestre Durans, resultando nas prévias carnavalescas desse ano, num encontro de baterias de escolas de samba, na sede dos anfitriões, na Rua do Norte, num festival de pancadaria com os batuqueiros da Império Serrano, do Monte Castelo, sem John nem Silvestre com pulso firme para conter os brigões com as camisetas da Turma do Quinto.
A promessa que fiz no leito de morte de Felipão —- No velório de Felipe Nery dos Santos (o pescador Felipão, Meu Pai), na manhã de 1.o de janeiro de 1966, assistir à chegada em nossa casa, ao lado da capela primacial, dos seus companheiros de Boi da Madre de Deus, Comissão Organizadora da Festa de São Pedro(da qual, foi um dos criadores) e da Escola de Samba Turma do Quinto, cujo presidente, Anacleto Neves (Seu Nazinho), entregou à Minha Mãe (D.Dora) uma “vaquinha” (dinheiro cotizado entre membros da agremiação, na sede provisória, na casa de D.Bibica, na Av.Ruy Barbosa, para a família enfrentar as primeiras despesas sem a presença dele com as suas pescarias no alto-mar do Araçaji. Aluno do Liceu, aos 15 anos, ali, jurei sempre ajudar essas principais manifestações culturais do bairro. Por que Felipão não foi fundador da Turma do Quinto? —–
No Dia 25 de Dezembro de 1940, ele se achava no povoado Salgado, município de Icatu (MA), onde nasceu e trouxe para morar com ele, na Madre de Deus, o sobrinho João Batista dos Santos, de 10 anos, e que seria um dos maiores presidentes da Turma do Quinto. Chamado João do Quinto, dentre seus confrades da União das Escolas de Samba do Maranhão, foi ele, no meado da década de 1990, quem me alarmou sobre que a Turma do Quinto estava saindo de charanga, há dois carnavais, prejudicando muito também o desfile das coirmãs! A volta da Pérola da Madre de Deus —–
Bombardeei pesado nos jornais e a TQ voltou a concorrer qual Escola de Samba, ganhando os campeonatos de 2000 (Descobrimento São Outros 500, dos compositores Jeovah França e Wellington Reis), 2001 (Maranhão: Caixinha de Segredos, de Luiz Bulcão) e em 2002 (Nauritânia, a Poesia de Barbas Brancas, de Luiz Bulcão). Pegaram o dinheiro e o Quinto não desfilou! ——
Foi no carnaval de 2023, em que seria homenageado o cantor e compositor Josias Sobrinho; receberam, na presidência de Lilio Guega, 200 mil reais só do então secretário estadual da Saúde, Carlos Lula (que se elegeria deputado estadual), ratearam a grana, a Turma do Quinto não saiu, e ficou por isso mesmo! O cantor e compositor Marquinho Duailibe, secretário municipal da Cultura(Secult), residente na Rua do Passeio (vizinho de Lilio Guega, na Rua do Norte), procurou demovê-lo da perigosa decisão, e nada! Entrevistado por José Raimundo Rodrigues, para rádio e TV, na Passarela do Samba, falei que Turma do Quinto não merecia passar por essa vergonha de ser mal dirigida! Passou só no carnaval de 2024, quando empurrei o carro alegórico que conduzia Josias Sobrinho, pagando a promessa feita quando ele (com Cesar Teixeira e Chico Saldanha) se apresentou num show, a meu pedido, para auxiliar o Boi da Madre de Deus, sob a minha presidência, na frente da sede da brincadeira secular. Resgatando o Batalhão da Madre de Deus —–
Comandei uma operação para resgatar o Boi da Madre de Deus, junto ao Ministério Público, ao lado de outros abnegados boieiros, em 2005, com o patrocínio do Escritório Advocatício de Josemar Pinheiro! Fui eleito presidente, pagando todos seus débitos, e brincantes insatisfeitos voltaram para o nosso brinquedo! Contraí empréstimo junto à financeira de Antônio Henrique, filho do jornalista Marinaldo Gonçalves; restaurei a sede, do piso ao telhado, toda pintada; comprei refrigerador, fogão industrial; 50 pandeiros de couro animal com o artesão Pedro Piauí, em Ribamar; tecidos para roupas de 40 caboclos de fita confeccionadas por Helena, mulher de Diquinho da Catuaba; e deixei material para seis roupas de pena comprado das mãos do cantador Adalberto do Boi Itapera de Maracanã. Paguei o empréstimo com o dinheiro das brincadas do Boi em duas temporadas! Ajudando mal- agradecidos —-
Tive condições de auxiliar a diretoria de Deusdedith Guimarães, quando me procurou com a retaliação do então governador Flávio Dino, com o Boi da Madre de Deus num São João com apenas uma chamada oficial da SECMA; escrevi nesta Coluna para ele, alegando que o brinquedo centenário não tinha culpa se o bairro preferiu outro candidato ao seu, com que colocaram mais seis brincadas! Por minha solicitação, o jornalista Euclides Moreira, ex-secretário municipal da Cultura, e o jornalista e advogado Josemar Pinheiro, padrinho do Boi, em 2005, mandaram muitos alimentos para reforçar a comedoria do batalhão na sede, durante o festejo junino.
A seguir, auxiliei a diretoria de Miguel Arcângelo (Miguelzinho), que ignorou após a minha importante contribuição. Questão de honra: estamos atentos pela Turma do Quinto! —- Aviso aos que ficaram preocupados com a continuação na diretoria de figuras que já demonstraram malefícios à Querida Turma do Quinto, mandando e desmandando nela.
Digo-lhes: aqueles não vão aprender de uma hora para outra a tratar a Gloriosa Turma do Quinto para ela! Há nós, entretanto, que já fizemos e poderemos fazer mais para não sofrer solução de continuidade, como os 25 primeiros componentes dela batucavam e cantavam: “Salve, salve a nossa Escola de Samba, Escola que o Quinto criou,/Salve, salve a nossa Turma,/pois nós todos brincamos com amor!’

