

“Estávamos no centro de Miami e as pessoas estavam tocando música. Ele viu dois homens se beijando e ficou muito bravo”, disse Seddique. “Eles se beijavam e se tocavam, e ele disse ‘olha isso, na frente do meu filho eles fazem isso’. No banheiro também havia homens se beijando”.
Mateen foi casado até 2011 e, segundo um vizinho, tinha um filho de três anos. Em entrevista ao “The Washington Post”, sem se identificar, a ex-mulher o classificou como “mentalmente instável” e afirmou que ele a agrediu diversas vezes.
“Ele chegava em casa e começava a me bater porque as roupas não estavam lavadas ou qualquer coisa assim”, disse a mulher, que conheceu o atirador pela internet há oito anos e decidiu se mudar para Flórida para se casar com ele.
Embora o pai de Omar Mateen afirme que o crime não teve ligação com a religião, um amigo diz que, após o divórcio, o atirador se tornou cada vez mais religioso e chegou a viajar à Arábia Saudita para participar da Umra, uma peregrinação para Meca realizada por muçulmanos.
Ele também comparecia com frequência ao Centro Islâmico de Fort Piece. O amigo afirma, no entanto, ele nunca demonstrou simpatia pelo Estado Islâmico ou outros grupos terroristas.
Algumas horas após o ataque, o Estado Islâmico divulgou um comunicado assumindo a autoria do ataque na Flórida, dizendo que o atentado foi “realizado por um guerreiro do EI”.
De acordo com as autoridades, porém, não há nenhuma indicação de que ele possa ter sido treinado ou instruído pela grupo terrorista, ou tenha tido qualquer contato direto com seus líderes.
