Nas duas semifinais, na disputa do terceiro lugar e na grande decisão, quem rolará pelo gramado será a Al Hilm — “o sonho”, em árabe.

A tradução do nome escolhido, inclusive, sintetiza bem o sentimento de Argentina, Croácia, França e Marrocos de conquista na reta final do torneio internacional.

Al Hilm representa um farol que emana a luz do poder do esporte e do futebol para unificar o mundo. Milhões de pessoas de quase todos os países assistirão, unidas por sua paixão pelo futebol. Desejamos às seleções envolvidas nas fases finais do torneio toda a sorte ao competirem no maior palco que o futebol tem a oferecer”, ressaltou Nick Craggs, gerente-geral de futebol da Adidas, empresa de material esportivo responsável por projetar os designs das bolas do Mundial desde a edição de 1970, organizada no México e com título da Seleção Brasileira.

A bola das finais do Mundial seguirá com a alcunha de “conectada” que viralizou nas partidas no Catar. Assim como a Al Rihla, a Al Hilm terá o sensor de toque e movimento em seu interior.

A tecnologia é uma das aliadas do sistema semiautomático de impedimento, criado com o objetivo de fornecer informações precisas para os árbitros de vídeo (VAR) e minimizar os erros durante a competição.

O aparelho tem a missão de captar dados de impacto para serem combinados com o rastreamento dos jogadores feito por 12 câmeras montadas no teto dos estádios.

O recurso foi crucial em diversos momentos da Copa do Mundo. O mais flagrante deles foi na partida entre Japão e Espanha, ainda na fase de grupos. No gol de virada dos japoneses, a tecnologia projetada pela empresa Kinexon foi a responsável por identificar que a bola não havia saído do campo no momento do cruzamento.

Com os dados de impacto, a arbitragem de vídeo pôde validar corretamente o lance, crucial na eliminação precoce da Alemanha.

“Com o desenvolvimento da tecnologia da bola conectada, a Adidas possibilitou que uma importante camada adicional de informações esteja disponível para a equipe de arbitragem de vídeo. Os dados da bola abrem as portas para novas perspectivas de narrativa para os momentos únicos em campo nesta Copa do Mundo”, avaliou Johannes Holzmüller, diretor de Tecnologia do Futebol e Inovação da Fifa. A conectividade exige, ainda, uma situação curiosa: antes de cada partida no Catar, a pelota precisa ficar na tomada para o sistema ser recarregado.

Nas partidas decisivas da Copa do Mundo, a bola carregará o nome das seleções envolvidas nas partidas. Amanhã, terá gravado Argentina x Croácia.

Na quarta-feira, a inscrição será França x Marrocos. Entre beleza e tecnologia, a Al Hilm entra em cena com a certeza de que estará marcada na história da competição a cada vez que balançar a rede no Catar.