A Espanha está na final da Copa das Confederações! Após muita disputa, bolas na trave, prorrogação e até penalidades, a Fúria conseguiu vencer a Itália e vai enfrentar o Brasil na decisão da Copa das Confederações no domingo, dia 30.
O time da Itália foi superior em boa parte do jogo, porém o empate sem gols permaneceu até os 90 minutos e também aos 30 minutos da prorrogação. Na penalidade, a Espanha conseguiu bater bem as cobranças e venceu por 7 a 6, apenas Bonucci perdeu a cobrança.
Bola da Espanha e chances para a Itália
A partida começou como todos esperavam: a Espanha dominando a posse de bola e não querendo deixar a Itália participar do jogo. Porém, essa tática só funcionou nos primeiros minutos do jogo, pois a Azzurra mostrou que ia criar bastante na base do contra-ataque.
Logo com dois minutos de jogo, a Itália puxou contra-ataque com Giaccherini, que arriscou chute e viu a bola passar à esquerda do gol de Casillas. A Espanha continuou tocando a bola e dominando a posse, chegou a ter 75%, mas quem criava era a Itália.
Com 14 minutos, Maggio recebeu de Candreva e cruzou para a área, Gilardino desviou de primeira e a bola passou perto do gol espanhol. Cinco minutos depois, nova bola cruzada para área e quase que Marchisio abriu o placar. O jogo continuou no mesmo ritmo, e coma Espanha sem criar.
O zero quase saiu do placar depois de meia-hora de jogo. Aos 34 minutos, Maggio recebeu livre na área, tentou desviar de cabeça e Casillas salvou. Nos minutos seguinte, a Espanha respondeu com Torres, que driblou Barzagli e chutou rente à trave esquerda de Buffon. E o primeiro tempo ficou nisso e sem gols.
Poucas chances e prorrogação
A Itália voltou para o segundo tempo com Montolivo no lugar de Barzagli, fazendo o time ter uma postura mais ofensiva. Já a Espanha continuou com a mesma equipe. E o jogo voltou em ritmo lento, com os dois times criando muito pouco.
Aos 52, Jesus Navas, que assinou recentemente com o Manchester City, entrou no lugar do apagado David Silva. A Espanha começou a apostar nas jogadas em velocidade do jogador, principalmente nas costas de Chiellini, que jogava na lateral.
Porém, o jogo acabou ficando preso no meio de campo e poucas chances surgiram na segunda etapa. O curioso é que na metade final do jogo, a Itália começou a tocar a bola e usar a tática do rival para o jogo. Mas, se a Espanha não consegue ter objetividade, a Azzurra mostrou depender de Balotelli e errou tudo também.
O jogo tinha cara de prorrogação, já que ninguém parecia se arriscar no final dos 90 minutos. E assim ficou. Final do segundo tempo e mais meia-hora de jogo para decidir a vaga.
Bola na trave dos dois lados, mas sem gols
A prorrogação começou com a Itália partindo para cima e tentando resolver a situação. Prandelli colocou Giovinco no lugar de Gilardino. E, aos 92 minutos, após cruzamento na área, Giovinco desviou na primeira trave e Giaccherini chutou a bola na trave de Casillas. A melhor chance do jogo!
E, depois do lance, a Itália morreu. Com os jogadores cansados, a Azzurra não conseguiu mais criar e viu a Espanha dominar completamente o jogo. Muita pressão, mas poucas chances criadas. Uma boa chance foi com Pique, mas o zagueiro chutou por cima do gol.
No segundo tempo da prorrogação, a Espanha continuou com mais posse de bola e a Itália sentia o cansaço. E foi a vez dos espanhóis colocarem a bola na trave. Xavi recebeu na boca da área, chutou e Buffon espalmou de maneira estranha. A bola carimbou o poste e saiu. E a prorrogação ficou nisso.
Penalidades
Candreva começou as penalidades com uma cavadinha e já abriu bem para a Itália. E, nos próximos 12 pênaltis ninguém perdeu. Porém, quando o placar estava nos 6 a 6 e já nas alternadas, Bonucci chutou por cima, no estilo Roberto Baggio. Jesus Navas cobrou no canto e garantiu a vaga da Espanha