14/04/2024

PRA NÃO DIZEREM QUE NÃO FALEI DA PREVIDÊNCIA SOCIAL (*)

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 Em certos temas que estão atuando na sociedade brasileira em nosso tempo está o da “Reforma da Previdência Social”, o qual abrange diversos pontos de vista e, às vezes”, muitos apaixonados, deixam certas opiniões muito apegadas as suas correntes políticas ou mesmo ao seu simplificado conhecimento empírico naquilo que é absorvido como verdadeiro e mais coerente, sem que as pessoas analisem em cima de práticas e de fatos que marcaram a trajetória histórica nos diversos campo de atuação que ela atinge, aliás, a Previdência Social vai nos atingir em todos os campos laborais de nossas vidas.

Inicialmente gostaria de explanar meu ponto de vista como sendo uma pessoa de conservadora, liberal e convicta de que o atendimento laico seria o mais coerente. Quando refiro em tratamento laico, gostaria que o alcance da citada reforma fosse estendido a todos os moradores deste país, portanto, sem privilégios a determinadas classes, como os integrantes do sistema de Segurança, do Judiciário, do campo político, entre outros, pois na hora em que é feita essa concessão abrem-se brechas para todos os segmentos se legitimarem e reivindicarem benefícios específicos ao seu campo de atuação.

Sendo assim, estou com um pé atrás desta Reforma da Previdência, que acaba de ser aprovada na Câmara Federal. O que mais me chama atenção é que o Ministro Paulo Guedes faz uma pregação rigorosa de tratamento a todos os setores, mas deixa algumas categorias de fora, como se elas fosse inatingíveis: a turma do judiciário, por exemplo, que ganham os maiores salários do país e em muitos casos são salários vitalícios, incluindo as aposentadorias, inclusive para os seus dependentes após a morte do titular.

Depois vem o próprio Presidente da República, o senhor Jair Bolsonaro (que tem tentado de toda forma liberar o porte de armas pesadas no país), o qual era totalmente contrário a esta reforma durante o período pré-eleitoral e durante a própria campanha que o elegeu, defendendo tratamentos diferenciados para a sua corporação de origem: a Segurança. Esse fatos me deixam extremamente indignado, pois quando se afirma que determinadas categorias/segmentos merecem tratamentos especiais, todas as outras tem o mesmo direito de pleitear esse mesmo tratamento.

Penso nos Professores, que um dia já foram Respeitados (com “R” maiúsculo”) e, que à rigor, é o primeiro cidadão a se preocupar com a formação do carater dos cidadãos que estão em crescimento e precisam do apoio didático, de práticas educativas para que esse ser seja um cidadão atuante, participativo, criativo e moralmente honestos com as suas decisões de ser coparticipante de uma sociedade,. Vale lembrar que os educadores são cidadãos que também tem sentimentos e por isso mesmos desenvolvem além de educar, outras funções e habilidades criativas/laborais/lúdicas que estão em permanente disputas no meio sociocomunitário. Os professores, depois da famílias, são os responsáveis pelos valores éticos que irão nos guiar pelo resto de nossas vidas e esses cidadãos estão cada vez mais diminuídos no meio de nossa sociabilidade.

Também penso na categoria dos médicos e das profissões ligadas à saúde, que são imprescindíveis para manter as pessoas em estado de bem estar e saudáveis para a plena convivência das estruturas comunitárias. Os médicos salvam vidas e nos devolvem a dignidade para enfrentar os desafios da convivência comunitária, assim fico  pásmo quando vejo as demandas corporativas atuarem para manter privilégios nesta nova Previdência Social no nosso País.

Claro que quero(emos) receber o salário que a Legislação em vigor garante a mim e a todos, mas com o tratamento honesto e coerente a cada um, sem os recortes que são dados em demasia a uns, em detrimento de outros. A Previdência tem que ser realista e honesta com todos, pois todos nós somos atores atuantes do mesmo espaço geográfico e a nossas conquistas alcançadas na prática de cada um precisam ser(em) reconhecidas pelo sistema que a cada um de nós é devida.

Estamos a viver em uma era que as exceções, portanto não são mais comportadas práticas desonestas, assim o cidadão se vê agredido a toda hora em que alguém defende tratamento diferenciados para determinadas categorias, como se umas fossem melhores que outras. Que se respeitem as conquistas de cada um e que cada um fiquem dentro do limite de sua atuação sem pisar a dignidade de ninguém. Entendo também que os direitos adquiridos de cada um tem que ser respeitado, conforme a legislação do seu tempo, pois não se pode macular a história penalizando o Estado de Direito.

Corroboro com aqueles que defendem que as novas regras devam ser amplas e minuciosamente claras para que os ricos e pobres se sintam contemplados de forma humana e igualitária, portanto vamos criar mecanismo para que as grandes fortunas sejam melhor mensuradas com o pagamento justo dos impostos, pois penalizar somente as categorias menos favorecidas não vai trazer a segurança social que a grande maioria do povo deseja.

Os ricos deste país são ricos e tem um patrimônio invejável porque teve a mão de obra e a participação de milhares e milhões de cidadãos com o seu suor, com a sua sabedoria e contribuição produtiva, portanto, não vamos pensar só em crescer os que já são grandes/poderosos (como os banqueiros deste país), mas vamos pensar em um crescimento corresponsável e participativo dentro de um sistema economicamente, culturalmente, historicamente, humanamente e socialmente justo, honesto e contemplativo, dentro de uma ótica de justiça e conceitos morais éticos.

(*) Euclides Moreira Neto – Jornalista, Professor Mestre em Comunicação Social e Investigador Científico.

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